16 jun

Pode me chamar de hippie

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Adoro criança suja de tinta, bagunça de pincéis, pintura em pedras, folhas, conchas.

Outono está terminando e o inverno já vai chegar.

Separei uma atividade bem legal para fazer com os filhotes.

Que tal pintar, tingir, carimbar folhas?

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Os elementos da natureza  podem render um bom papo sobre as estações do ano, problemas ambientais e muito mais.

As férias de inverno estão chegando e as folhas do outono estão por toda parte.

Para colocar esta ideia em prática, você precisa de muito pouco. Algumas tintas, folhas de diversos formatos e alguns pincéis.

Muita brincadeira, novas experiências e até arte pode aparecer. Tudo feito de maneira simples.

      

Faça o teste aí em sua casa, sua escola. As crianças irão adorar.

Depois me conta. Mande seu comentário, sua história.

11 jul

Especial Férias: Criatividade nunca é demais.

massinha

E as férias chegaram.

Um mês inteiro pra brincar, sair, viajar, inventar. É hora de usar a imaginação!

Pense em brincadeiras simples. Elas fazem mais sucesso com as crianças.

Resgate cantigas antigas, brincadeiras de roda, pula corda, passa anel e tantas outras.

Descobri uma receita de massinha de modelar feita de gelatina, totalmente atóxica, as crianças podem brincar sem você ficar preocupada.

Adorei!

Então, segue abaixo o modo de fazer. É bem simples e as cores ficam lindas!

Olha só:

Primeiro escolha um sabor de gelatina para cada cor da massinha

O que vamos precisar?

  • 1 xícara de farinha de trigo
  • 1 xícara de água quente
  • 2 colherinhas de sal
  • 2 colherinhas de cremor tártaro
  • 2 colherinhas de óleo
  • 1 pacote de gelatina de 85 gramas

Como se faz?

Numa panela pequena, misture todos os ingredientes, procurando que não fique nenhum grumo na massa. Como você pode ver, aqui foi usada uma batedeira de mão para misturar; ela ajuda muito!

Cozinhe todos os ingredientes a fogo médio até que a massa comece a formar. Irá demorar um pouco para que a massa comece a formar, só continue mexendo para que nada fique grudado no fundo da panela. Você irá perceber quando a massa estiver no ponto porque será impossível continuar mexendo.

Uma vez que a massa estiver cozida, coloque-a sobre uma superfície coberta de farinha de trigo e deixe esfriar.

Depois de que ela esfriar, comece a amassar, adicionando um pouco de farinha de trigo. Amasse até que a massinha deixe de grudar nas suas mãos.

Se desejar, pode adicionar mais um pouco de cor usando corantes de comida. Também podeadicionar gliter para dar um brilho bem bonito.

Na hora de guardar estas massinhas de modelar, coloque cada uma delas num potinho diferente para que não sequem.

Pronto!

Agora você pode tentar fazer e depois me conta se a brincadeira fez sucesso!

um beijo e aproveite as férias!

fonte: oartesanato.com

19 jan

COMO NASCEM OS PATA PATAS

Você já deve ter ouvido falar em Pata Pata. A canção, que ficou famosa na voz da sul-africana Mirim Makeba,  grande ativista pelos direitos humanos e contra o apartheid, me inspirou.

Em homenagem a ela, batizei na Orangotango, um vestido. O Pata Pata lembra os vestidos e batas africanas, com babados e acabamentos manuais. Ele também passa pelo processo da estampa única.

São técnicas africanas e indianas de estamparias manuais.

Ele nasce assim:

Numa mistura dos processos de tingimentos, entre tritiks, leherias e batiks, os tecidos na cor cru vão ganhando cor e textura. São amarrações, dobraduras, alinhavos que, depois de mergulhados nas tinas de cor, viram desenhos nos tecidos, como num passe de mágica.

Depois, o Pata Pata vai para o corte da sua modelagem. Todos aqueles pequenos pedaços de tecido vão para a costura e dão torma tridimensional ao vestido.

Hora dos acabamentos. Mais um processo manual, Cada peça começa a ser crochetada. Sua pala e biquinhos ao redor das barras vão aparecendo.

Pronto, nasceu o Pata Pata!

17 nov

A ROUPA QUE FALA

 O wax-print é a cara da África.

Essa técnica de estampar dos dois lados o tecido de algodão (tecido sem avesso) está diretamente ligada ao batik indonésio.

Em meados do século 19, os holandeses tentam entrar no importante ramo de tecidos. Criam o dutch wax: um processo semifabril, onde cilindros de cobre com motivos gravados aplicam uma máscara de cera pelo tecido. Um tingimento em índigo vem em seguida e as demais cores são aplicadas a quadro.  Esses tecidos são introduzidos e apreciados na África Ocidental, onde os batiks indonésios já eram admirados há muito tempo. Os holandeses, então, adaptam o desenho dos tecidos ao gosto do mercado africano.

Os padrões impressos nos tecidos não são apenas decoração. Os tecidos falam. Cada motivo corresponde a um nome, um provérbio ou uma idéia. Falam das relações entre marido e mulher, entre a mulher e as outras mulheres, entre cada um e a comunidade.

Os verdadeiros wax quase não existem mais. São caros e aguentam muitas lavagens sem perder o colorido. Nos últimos anos, os chineses vieram alterar drasticamente o funcionamento do mercado. Produzem os desenhos clássicos em estamparia industrial, em larga escala.

04 nov

O FEITIÇO DOS TINGIMENTOS

      

Separar e preparar o tecido, planejar a técnica e o desenho da estampa, costurar, amarrar, dobrar. Tudo isso é uma delícia. Mas nada para mim se compara ao momento mágico do tingimento.

A alquimia vai começar. Água, pigmentos coloridos, mergulhe tudo e… surpresa!

Comecei a entender por que gosto tanto deste momento. Duas cenas vêm na minha cabeça.

Sabe quando se tira uma foto com aquela máquina antiga? Sim, aquela que tem um filme e cada clic tem uma pose especial? Depois, é hora de revelar o filme. Quarto escuro e a magia vai começar. Adoro.

Outra: Lembra daquelas mulheres misteriosas, encantadoras e também assustadoras, que misturavam suas poções mágicas, cheias de segredos e mandingas, em seus caldeirões? Adoro também.

Tingir é um trabalho manual como ampliar sua própria foto, e tem um quê de bruxaria.

          

19 out

"TIE-DYE": EU NASCE HÁ 1.000 ANOS ATRÁS

Aposto com você que quando falo em pigmentos, tinturaria, técnicas ancestrais de estamparia, a palavra que vem logo à sua cabeça é ” tie- dye”, certo?

Comigo acontecia a mesma coisa. Mas não é bem assim.

Quando entrei de cabeça no mundo dos tecidos, tintas, dobras, costuras e amarras, descobri que não era justo generalizar, desprezando assim tantos anos e tentativas de acertos e erros de nossos antepassados.

Explico: o que conhecemos como “tie-dye” (amarrar e tingir) ficou muito popular nos anos 60 com o movimento hippie. Sem regras e com muitas opções de misturar cores e produzir com as próprias mãos desenhos lisérgicos.

Mas você pode se surpreender ao saber que a história do “tie dye” realmente começou muito antes dos defensores do livre amor ou de Woodstock. As primeiras referências ao “tie dye” têm registros históricos no antigo Japão e China.

Na China, foram usados de 618 a 906, durante a dinastia Tang. No Japão, a técnica foi usada durante o período Nara, de 552-794. Os corantes eram extraídos de flores, frutos, raízes e folhas.

Por volta do século 15, um estilo de tie dye conhecido como Tsujigahana (traduzido como “flores na passagem”) tornou-se moda. Este processo utilizou a dobras e costuras para delinear  e reservar as partes do tecido a ser tingido,  permitindo a separação das cores.

Enfim, o tie-dye começou muito antes dos hippies. Estes só se apropriaram dele.

21 set

ESTAMPA DA SEMANA: TRITIK

Não dá para entrar neste mundo da estamparia ancestral sem citar o “Tritik”.  Afinal, tudo pode ter começado com ele.

Tritik significa ponto amarrado, onde a estamparia é feita por contenção na amarração. Seus registros datam de 11.000 a.c, final do período Neolítico, onde aparecem em peles. São especiais pois  representam o início da estamparia do homem, e marcam a representação do elemento geométrico: círculo.

Os pequenos círculos são encontrados  em várias civilizações. África, Ásia e até por aqui na América do Sul, feito pelos incas. Na Índia, ele é um capítulo à parte.  Está em quase toda estamparia e ainda recebe o adorno de contas, espelhos, vidros e metais.

21 jun

ESTAMPA DA SEMANA: BATIK JAVANÊS

      

Técnica milenar da estamparia, cuja origem até hoje não foi exatamente determinada. Levada pelos hindus foi na ilha de Java que ele floresceu.

 A execução do batik javanês compreende 2 etapas: aplicação de máscara de cera sobre tecido e a tinturaria da peça.

Um mundo à parte dentre as técnicas de estamparia. São infinitas as possibilidades de padrões, cores, composições.

Este xadrez acima é o meu primeiro. Feito em palha de seda.

31 mai

ESTAMPA DA SEMANA: LEHERIA

Conheci o leheria nas minhas aulas de estamparias com o já citado Celso Lima. Confesso que é um dos processos que mais tem me encantado. Os efeitos são maravilhosos.

O leheria é uma antiga técnica de estampar dos marwaris, grupo étnico do Rajastão, no norte da Índia, e é seguramente um dos mais esplêndidos processos de plissagem artesanal de algodão.  Os enormes turbantes que os marwaris usam são na verdade levíssimos, já que todo o volume da peça é dado pelo plissado da bandagem de algodão utilizado nessa estamparia.

 Seus motivos em listras, xadrezes e diagonais levam o nome de padrão “mothara”, devido à sua região de origem; cada clã rajastani possui suas estampas e cores próprias.

     

                           

                        

                                                        leheria em seda

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