05 jul

UM DIA NO MANGUEBEACH

O passeio:

Num domingo com sol de inverno. resolvemos fazer um passeio diferente: andar de caiaque.

Fomos à Praia do Jabaquara, a 600 metros de casa e alugamos dois caiaques.

O destino:

uma praia que adoramos, Barra do Corumbê. Lá tem um quiosque chamado Cheiro de Camarão, que serve comida caseira e maravilhosas casquinhas de siri e moquecas de peixe.

O desafio:

No caminho até Barra de Corumbê, há um manguezal. Ouvimos falar que era possível atravessar todo o mangue de caiaque.

Remando, fomos aos poucos nos afastando da praia. O visual começou a mudar. Tudo ficou mais verde: chegamos a um mangue fechado, e achamos um braço de mar que entrava pelo mato fechado. Incrível. Me senti como se estivesse entrando por uma porta mágica.

E é isso mesmo, é  mágico!

De repente, um silêncio total. Estamos no meio do mangue. Vimos caranguejos vermelhos subindo pelas árvores e lindos pássaros cor-de-rosa: o colhereiro.

Nina estava bem quieta, observando tudo.

Separei algumas fotos, veja só que beleza:

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02 fev

HOJE É DIA DE YEMANJÁ

Separei aqui a lenda de Yemanjá.
Como este ano estou bem pertinho do mar, não podia deixar de falar sobre ela hoje, dia de seu aniversário.
 Ela é a rainha do mar. Trabalha a favor do amor, da família e da educação das crianças. Representa a maternidade. Possuidora de um grande instinto maternal, que fez dela mãe de dez filhos.
Era filha de Olokun, o senhor dos oceanos.
Embora casada, não tinha grande apego pelo marido e pensava em deixá-lo.
Mas ele era um homem muito importante e poderoso e não permitiria tal desonra. Usava o poder com tirania, tornando a vida dela insuportável.
Ela não aguentava mais e procurou o pai para aconselhar-se sobre que atitude tomar. Estava decidida, iria fugir.
O pai não a recriminou, pois ela era soberana. Ele então deu à sua filha uma cabaça com encantamentos, que só deveria ser usada quando ela estivesse em perigo.
Yemanjá colocou seu plano em prática e fugiu com seus filhos.
Quando já estava bem longe da aldeia, percebeu que estava sendo perseguida pelo exército do marido. Enfrentá-lo seria uma luta desleal. Yemanjá detesta confrontos, é uma orixá propagadora de vida.
Acuada, resolveu abrir a cabaça e pedir socorro. De dentro da cabaça, escorreu um líquido escuro, que, ao tocar no chão, se transformou em um rio que corria em direção ao oceano.
E foi nessas águas que Yemanjá e seus filhos encontraram um caminho para a liberdade.
06 jan

UM PEIXE CHAMADO NINA

Janeiro é sinônimo de férias. Quando você tem filhos, o primeiro mês do ano é também sinônimo de férias escolares.

Pela primeira vez, estamos percebendo bem o que significa isso. Sim, Nina tem dois anos e dez meses e, como já citei por aqui, frequenta a escola desde bem cedo. Mas férias escolares ainda não tinham este significado. Hoje, sim, percebemos quanta energia ela tem para gastar ao longo do dia e a vontade enorme de testar suas habilidades motoras. Pular aqui, subir ali, correr pra lá e pra cá, cair, levantar. Ufa, cansa só de pensar. E haja criatividade para criar programações ao longo do mês…

Sugiro aqui o simples, velho e bom passeio ao ar livre. Não consigo imaginar, num país tropical, crianças dentro de shoppings ou jogando video-game em casa, amontoadas na frente da televisão.

Passeios ao ar livre já fazem parte de nossa vida diária e são tão legais que, mesmo fazendo todos os dias, sentimos que ela adora e na hora do nosso convite, pula de alegria. Ok, morando aqui em Paraty tenho que dizer que para nós isso está bem fácil.

O nosso programa preferido é um mergulho refrescante no final da tarde, numa praia aqui bem perto de nossa casa, chamada Corumbê. É um pequeno paraíso: uma praia bem pequena, mar azul e tão calmo que mais parece uma lagoa.

A Nina se joga também no mar. Parece um peixe!

Alma lavada, é hora de voltar para a casa.

Até amanhã.

15 out

VELEJAR É A MELHOR COISA DO MUNDO

Sabe o que é experimentar uma sensação completamente nova?Isso aconteceu esta semana.

Desde que nos mudamos aqui para Paraty, comecei a fazer aula de vela. Sim, me aventurar pelo mar na linda e calma baía de Paraty.

Já tinha feito algumas aulas, mas confesso que esta quarta parecia diferente. Uma tarde ensolarada com muito vento. Hummmm! Perfeito para velejar.

Depois de montar as velas, lá fomos nós dentro do barco. O vento soprava forte. Com as condições favoráveis, o professor autorizou uma ida um pouco mais longe: “vamos passar atrás daquela ilha, e lá vai dar para sentir um pouquinho da sensação de velejar em alto mar. Aquela é a última ilha da baía de Paraty.”

Daí para frente começa aquela sensação nova que mencionei no começo do texto.

É alucinante. As ondas aumentaram, o vento soprava forte, o barco inclinava e deslizava nas ondas, surfando mesmo! Lindo! Uma mistura de medo com uma vontade enorme de controlar o pequeno barquinho naquilo tudo. Adrenalina mesmo. Um presente!

“Vamos voltar”, disse o professor. E de novo um momento de atenção. Era a hora de começar a fazer uma curva (como a gente faz?! será que é assim?!) para retornar no sentido de Paraty. Na minha inexperiente manobra, o barco quase chega a parar. Ui! Será que está certo? Ele corrige os movimentos e começamos a voltar.

Uau, agora o barquinho vai voar! O vento está  à favor. Voltamos bem rápido, surfando nas ondas. lado do barco chega a sair da água.

Fim da aula. Até a próxima quarta.

(fiquei pensando: como eu poderia passar pela vida sem ter provado aquela sensação? E como vivi 33 anos sem provar isso?)

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