13 jul

O menino da cabeça grande (ou “cada criança tem seu tempo”)

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Meu filho Noel nasceu com uma cabeça grande.

Já sabíamos. O ultrassom do pré-natal já apontava.

Quando ele nasceu, com este “perímetro cefálico aumentado”, logo passou por alguns exames. Nada foi apontado. Apenas uma cabeça grande.

Ao longo de seu crescimento, nossa pediatra sempre nos deixou alerta. Era importante acompanhar o desenvolvimento.

Noel fez raios-X, ultrassons, ressonâncias magnéticas… Tudo negativo.

Por causa da cabeça grande, ele tinha muita dificuldade em se equilibrar e sustentar o próprio peso. Somado a isso, Noel nasceu com uma hipotonia muscular – uma falta de tônus nos músculos. Ele ficava horas e horas deitado, prostrado, sem se mexer.

Ficamos muito preocupados, pensando que ele pudesse ter algum problema neurológico.

Noel passou por especialistas em crânio e  neurologistas.  E novas investigações começaram.

Ele começou a ficar atrasado em relação a outras crianças. Demorou para sentar, sustentar a cabeça, engatinhar, andar…

Quando ainda mal sentava, por indicação médica, começou uma fisioterapia infantil.

Confesso que era difícil acreditar no processo. Fisioterapia em bebês é algo tão lúdico que até parece que ele não estava fazendo nada.

E nós estávamos lá com o coração apertado, querendo correr atrás do tempo perdido, procurando respostas a tantas dúvidas.

Noel já tinha um ano e meio e ainda engatinhava, enquanto muitas crianças, ao completar um ano de idade, já estavam andando. Era hora de começar uma pesquisa genética.

Testes de síndromes raríssimas foram feitos. Tudo negativo.

Por estranho que possa parecer, cheguei a torcer para que os médicos descobrissem alguma coisa. Assim, poderíamos tratá-lo da maneira mais adequada. Nada pior do que não saber o que está acontecendo com o seu filho.

Mais alguns meses e, diante de tantos exames negativos, os médicos resolveram dar um tempo para o menino. Ninguém conseguia dizer o que ele tinha.

Passamos a tentar outra abordagem: deixá-lo livre para experimentar as situações da vida, não ser poupado de quedas e tropeções, enfim, de sair da barra da saia da mamãe e do colo seguro do papai. Brincar, cair, levantar. E assim fizemos.

Aos poucos, o corpo do Noel foi ficando mais proporcional. Estava mais forte e com mais equilíbrio. Começou a ensaiar os primeiros passos.

Com dois anos e um mês, Noel andou. O safado esperou um dia em que estávamos viajando e deu aos avós, que estavam tomando conta dele, o presente de vê-lo andando pela primeira vez.

Semana passada, com dois anos e quatro meses, Noel começou correr e descobriu sua nova paixão: a bola.  Chuta, corre, cai, levanta. Agora nada mais segura o Noel.

Mais de dois anos se passaram… Tão intensos dois anos.

Quando a gente estava no meio de tantos exames e pesquisas médicas, me pegava olhando bem no fundo dos olhos do Noel e aqueles olhos me diziam:

– “Mãe, o que você está fuçando tanto? Deixa eu crescer no meu tempo!”

E nós aprendemos a respeitar o tempo do Noel.

24 jun

Design quente de lugares frios

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Faz tempo que quero falar por aqui sobre o meu amor pelo design escandinavo.

Finlandeses, suecos, dinamarqueses e islandeses sabem muito bem como criar um ambiente aconchegante. Enfrentar o frio por meses e meses deve ser inspirador…

São detalhes delicados, cartela de cor enxuta (muito branco, pitadas de preto e cinza) e escolha precisa de materiais – fórmica e madeira, ecológica, claro!

Prático, funcional, simples e bonito. Assim é o mobiliário.

Crianças e bebês não ficam de fora. Ganham móveis e acessórios de babar!

Fiz aqui uma seleção das minhas peças preferidas.

Aconchego: berço oval que se  transforma em cama. Leander

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Retrô: linhas arredondadas, seguro e simples. Também vira caminha, olha só:Sebra

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Charmoso: os primeiros meses de vida com muito estilo. Também na versão gêmeos!! So-Ro

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Prático: perfeito para dormir ao lado da cama dos pais. seimi

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Pra ninar: lindo, seguro e ainda com o charme do balanço. Leander

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E os bebês crescem…

Leander

stig leander

Gostou?

um beijo e até já!

 

16 jun

Pode me chamar de hippie

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Adoro criança suja de tinta, bagunça de pincéis, pintura em pedras, folhas, conchas.

Outono está terminando e o inverno já vai chegar.

Separei uma atividade bem legal para fazer com os filhotes.

Que tal pintar, tingir, carimbar folhas?

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Os elementos da natureza  podem render um bom papo sobre as estações do ano, problemas ambientais e muito mais.

As férias de inverno estão chegando e as folhas do outono estão por toda parte.

Para colocar esta ideia em prática, você precisa de muito pouco. Algumas tintas, folhas de diversos formatos e alguns pincéis.

Muita brincadeira, novas experiências e até arte pode aparecer. Tudo feito de maneira simples.

      

Faça o teste aí em sua casa, sua escola. As crianças irão adorar.

Depois me conta. Mande seu comentário, sua história.

11 abr

Quintana, Leminski e o mundo inventado de macaquinhos no sótão

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Pra mim poesia é assim: gosto ou não gosto. Faz cosquinha? Gosto. Emociona, gosto. Tem música, gosto. Esquisita, distante, pedante, empolada, não gosto.

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Ah! A métrica, a rima rica(?!), a prima pobre (sic) e a isso a aquilo a aa a  aa não sei. Gosto ou não gosto. Depende do quê? Do gosto. Da memória. Do que toca lá dentro. Feito Leminski, “(…) era uma língua bonita, música, mais que palavra”. Bem assim.

E poesia pra mim não tem muito esse papo de idade. Verso bom é verso que conquista, arrebata, integra, tatua e balança.Verso bom faz ventar.

Digo e provo. Ó: quem diz que os versos de Raul Bopp no poema “Cobra Norato”, escrito lá na década de 30, não podem embalar a noite de sonhos de seus filhotes: “(…) Um dia / eu hei de morar nas terras do Sem-fim / (…) Faz de conta que há luar / A noite chega de mansinho / Estrelas conversam em voz baixa”. E Veríssimo, o Luis Fernando, com os versos “(…) Calma / Devagarinho / Como quem abre o estojo do mundo com um aramezinho”, não pontuaria com mágica um dia comum na ida para a escola? E mais uma vez Leminski com sua “Dança na Chuva”: “senhorita chuva /  me concede a honra / desta contradança” – não seria um bom companheiro nas tardes sem videogame?

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“Lili inventa o mundo” de Quintana – por vezes perdido e esquecido lá nas prateleiras dos livros infantis – tem recheio de minicontos com gostinho de poesia.

E que ‘gente grande’ não abriria sorriso de norte a sul com o verso “Eu te amo como se ama um cachorrinho verde”? Ou não mergulharia nas colheradas de infância feliz com os versos de Penélope Martins: “QUERO MORAR NUM SORVETE! (…)Uma casinha de sorvete. Sem calda de caramelo ou chantilly / Sem confeito que derreta por aqui /Uma casinha de sorvete /Não quero nada chique, complicado /Tralhas que deixam tudo melecado”.

E quem não leu Cecília? E quem não leu “Ou isto ou aquilo”? E quem não tem já pronto no repertório do ouvido a “língua do nhem”? “(…)Depois veio o cachorro

/ da casa da vizinha, pato, cabra e galinha, / de cá, de lá, de além, / e todos aprenderam / a falar noite e dia / naquela melodia  / nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem…” Quem me lembrou desse poema foi a vó Mara que povoa a infância do Biel com afeto e poesia – e a nossa vida também!

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Para não mais dizer, Veríssimo me toma novamente o post: “(…) uma poesia não é feita com palavras”.

Poesia é mesmo pra gostar. “Poesia numa hora dessas” e em todas. Em doses nada homeopáticas para toda a família.

Aqui a biblioteca do P de poesia para ter para sempre no seu travesseiro de folhas.

“Lili inventa o mundo” de Mário Quintana pela Global Editora com as ilustras-ilustres de Suppa.

“Toda Poesia” de Paulo Leminski pela Companhia das Letras.

“Ou isto ou aquilo” de Cecília Meireles – que merecem um post só pra eles; ela e o livro! – também pela Global Editora. Com as ilustras-ilustres de Odilon Moraes.

Mais de Cecília Meireles aqui em sua última entrevista para a Revista Bula. Vale a leitura.

Mais da moça que também leva o pê da poesia no nome, Penélope Martins aqui .

E mais do traço de Tati Moes que aqui ilustra (mais do que ilustre!) o “Quintalzinho”. Mais da moça e tudo, aqui.

 por

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02 abr

Macaquinhos no sótão com asa, crista e bico

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A Travessa Cotovia número 12 tem pra lá de história dentro da história pra contar!

Conta um tanto da história de um pai que entrou em parafuso com a perda da mulher. Mas a morte com esse tom trágico não vinga. Fica mesmo só o registro. Como que para justificar as ‘sandices’ do pai.

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O parafuso frouxo do pai tá mais para uma birutice mesmo – bem de gente de verdade com pitadas de fantasia. Zero vontade de tomar banho, de comer, de fazer a barba… e uma vontade enorme de voar. E também conta um tanto da história de como uma pirada pode mexer com toda a família. Lizzie faz o papel da mãe que lhes falta: “Está na hora de acordar!”, “Beba isto”, “Mastigue bem”.  As recomendações em tom maternal seguem e em algum momento parecem demais. Os diálogos parecem um pouco inverossímeis até que: “O que eu faço com você? Não sei se devo deixar você sozinho.” Ahan. É isso . É bem aí que nos damos conta de que esse não é só mais um livro na prateleira do seu filhote. Esse é do tipo pra balançar a floresta inteira! (e juro que a rima nada rica por aqui não foi proposital)

“Meu pai é um Homem-Pássaro” é do tipo que dá cupim na cadeira e piolho nos dedos. Sabe? É do tipo que vem com poesia dentro e faz eco com  delicadeza.

Conta mais um tanto da história de uma filha que encontra por baixo das asas (?) do pai-pilhado-pirado, o melhor dos pais!

Conta a história de como uma “piração” pode se transformar em um sonho que de tão forte ganha impulso e cresce. E um dia ganha ar de determinação. E é capaz de com “um ponto aqui, um alfinete ali, um prego acolá, um papelão ali e umas penas lá” #mudaromundo. Capaz de fazer Jack e Elizabeth Corvo voarem!

O dia da Grande Competição do Pássaro Humano está prestes a chegar. E essa é também a GRANDE chance de Jack Corvo. “Método de propulsão: asas e fé, imagino.” Comentou Senhor Popp. Ahan. Bem assim. A filosofia e a crença da Família Corvo, no impossível, é quase um mantra. Crá, crá!

No alto de toÔda a sua sabedoria infantil Lizzie pontua o que está por vir: “(…) precisamos por uma coisa na cabeça. Mesmo com as penas da cauda, os bicos e as cristas…pode ser que não dê certo. (…) Você está entendendo, não está? – perguntou ela – Pode não dar certo. Mas, aconteça o que acontecer, a gente fez tudo isso junto. É isso que importa.”

Pai e filha compartilham a busca, a fantasia e são cúmplices no encontro.

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Entre penas com todas as cores do mundo personagens deliciosos como o Sr. Mint ou Mentinha como chama tia Doreen, o simpático Sr.Popp e seu megafone e os participantes mais divertidos de todos os tempos!

Em um parágrafo que se quer deixar morar Jack e Lizzie moldam um grande ninho em um canto da cozinha. Moldam o ninho com cuidado e um espaço oco no meio – como um bom ninho deve ter! E ali ficaram, juntos, quietinhos, enquanto a tarde caía. “Eu podia ficar aqui pra sempre – disse o pai. (…) Mas deu um salto e pôs-se de pé.” Precisavam terminar as caudas, as cristas e os bicos! Afinal a cada dia aparecia um novo participante… uma trapezista de Malta, um acrobata de Cuba…

Se eles voaram?  Não por muito tempo. Mas bateram as asas bem forte e gargalharam de alegria até o mergulho final no rio.

O que fica depois da última palavra é um farfalhar gostoso de pássaros lá longe.

meu pai é _ ilustra 3 _ by polly dunbar

O já mega-blaster-conhecido David Almond conquistou nada menos do que o Hans Christian Andersen 2010 com esse seu primeiríssimo livro para o público infantil. Preciso dizer mais? Então vai lá http://www.davidalmond.com

A minha edição conta com as ilustras-ilustres de Polly Dunbar. Um encanto! Uma bossa de aquarela, lápis e recortes. Sobre a Polly o que se pode dizer de mais doce é que desenha desde os 16 anos e que – talvez! – desde então espante alguma tristeza pintando e também com seu melhor vestido cor-de-rosa.  Mais sobre a moça aqui .

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20 mar

Macaquinhos no sótão em: "Era uma vez (e pode ser agora também)"

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Macaquinhos no Sótão é a coluna de literatura infantil do blog, escrita pela talentosa e amiga Vanessa Balula.

Ela estará por aqui, dividindo suas belas histórias com a gente.

Sorte a nossa!

Vai lá, Balula. A floresta é sua!

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Faz um tempo – que já não cabe na lembrança – que esse papo de contar histórias para nossas crianças começou.

Antigamente, muito antigamente, a vida era mesmo assim, GrAnDe(!), pelo o que se ouvia contar.

Depois,  com tanta novidade, o contar foi sendo terceirizado para o rádio, o cinema e passou a ser a vez das avós – aquelas que antes, bem antes, sentavam em cadeiras de balanço e embalavam o fim do dia. Depois veio a TV, a escola, as babás (?!) e… coisa boa! Novamente estamos redescobrindo que a infância precisa de histórias. E por todo canto e lado hoje se incentiva o narrar. “Leia uma história para uma criança” é a campanha bárbara do banco com um simpático visual cor de laranja ou,  ainda,  a campanha da cadeia de hamburguers que teve 10 milhões de lanches ainda mais felizes com a farta distribuição de livrinhos infantis -substituto incrível do brinquedinho de plástico de outrora.

A floresta inteira já sabe e grita: contar histórias para os seus pequenos,  sejam eles não tão pequenos ou mesmo emprestados,  é o que de mais bacana se pode fazer.

Contar é compartilhar. É se deixar estar e ficar ali por aquele tempo, junto.  E  esse encontro é quase mágico: na Terra do Nunca, no laboratório de um cientista maluco, em um planeta pequenininho onde vive um príncipe tão pequeno quanto, em um sítio distante com uma boneca falante…

A dica de hoje é pra contar pra todo mundo: ‘Quando eu nasci’, das portuguesas pra lá de talentosas Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso – uma história que merece todas as leituras!

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Fala sobre tudo o que é novo ao menos uma vez. Sobre aquele momento quando temos “tudo por estrear”.

O narrador é uma criança que nos conta como era lá dentro da barriga de sua mãe. E como foi sendo enquanto crescia. Nasceu e depois?

“(…) Quando eu nasci nem sonhava que havia céu e que o céu mudava de cor

(…) Quando eu nasci  tudo era novo”

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Todo o livro é de uma graça recheada de delicadeza. O tom é o de uma conversa gostosa de criança. Tudo bem prontinho para se transformar em um dos títulos de cabeceira.

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Drops da selva:

Por aqui, o livro saiu pela Tordesilhinhas. Por lá, em Portugal, pela Planeta Tangerina,  que fez um trabalho incrível e disponibilizou no site propostas de leitura, papos e trabalhos do livro para pais e educadores. E merecidamente também conquistou uma Menção Especial no Prêmio Nacional de Ilustração.

mais de isabel

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Mais do livro aqui http://www.planetatangerina.com/pt/livros/quando-eu-nasci

Mais do Planeta Tangerina, aqui http://www.planetatangerina.com/

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11 mar

Uma rolha = um macaco ou um robô.

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Naama Steinbock e Idan Friedman são designers e estão cheios de ideias legais. Fundaram em 2002 a Reddish Studio,  na cidade de  Jaffa, Israel.  

De lá pra cá,  ganharam vários prêmios de design e conquistam clientes do mundo inteiro.

Simplicidade, talvez seja o segredo da dupla. Criam lindas peças e pequenas “bobagens” de encher os olhos.

Separei aqui a série “Corkers” e “Corkers Robots”. Rolhas que se transformam  em miniaturas de animais e robôs.

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Uma rolha e  algumas pecinhas. Pronto: você pode montar sua  mini escultura.

A ideia é muito boa.  A partir daí, você pode colocar a imaginação para funcionar.

Tenho certeza que isso dá samba nas mãos das crianças. E você, já sabe o que fazer quando o vinho acabar!

Saúde e boa diversão!

Se você tiver uma dica bacana e quiser dividir aqui, comente. O blog agradece.

um beijo e até já!

01 mar

Top 5 Marchinhas de Carnaval – seleção da Nina

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Adoramos carnaval.
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O bloco da escola da Nina desfilou relembrando antigas marchinhas. Na volta para a casa, fizemos nossa seleção de favoritas. Temos um arquivo grande de antigas marchinhas. Nina e Noel estão acostumados com as músicas. Sempre escutamos aqui em casa. Marchinha é coisa que faz sucesso com crianças.

Para comemorar o sábado de carnaval, pedi para Nina eleger suas favoritas.

Escuta só!

Se quiser contar a sua, comente.

feliz carnaval!

Top 5 Marchinhas preferidas da Nina

5.Marcha dos Gafanhotos

4.Marcha do Caracol

3. A Baratinha

2. O Passarinho do relógio

1. Nós, os carecas

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