24 jun

Design quente de lugares frios

stig-leander-berço-636x310

Faz tempo que quero falar por aqui sobre o meu amor pelo design escandinavo.

Finlandeses, suecos, dinamarqueses e islandeses sabem muito bem como criar um ambiente aconchegante. Enfrentar o frio por meses e meses deve ser inspirador…

São detalhes delicados, cartela de cor enxuta (muito branco, pitadas de preto e cinza) e escolha precisa de materiais – fórmica e madeira, ecológica, claro!

Prático, funcional, simples e bonito. Assim é o mobiliário.

Crianças e bebês não ficam de fora. Ganham móveis e acessórios de babar!

Fiz aqui uma seleção das minhas peças preferidas.

Aconchego: berço oval que se  transforma em cama. Leander

stig leander berço

Retrô: linhas arredondadas, seguro e simples. Também vira caminha, olha só:Sebra

sebra berço

sebra berço2

Charmoso: os primeiros meses de vida com muito estilo. Também na versão gêmeos!! So-Ro

so-ro

Prático: perfeito para dormir ao lado da cama dos pais. seimi

moises

Pra ninar: lindo, seguro e ainda com o charme do balanço. Leander

moises2

E os bebês crescem…

Leander

stig leander

Gostou?

um beijo e até já!

 

20 mar

Macaquinhos no sótão em: "Era uma vez (e pode ser agora também)"

ilustras-1

Macaquinhos no Sótão é a coluna de literatura infantil do blog, escrita pela talentosa e amiga Vanessa Balula.

Ela estará por aqui, dividindo suas belas histórias com a gente.

Sorte a nossa!

Vai lá, Balula. A floresta é sua!

cabe+ºalho-macaquinhos-no-s+¦t+úo_by-balula_junho-2012

Faz um tempo – que já não cabe na lembrança – que esse papo de contar histórias para nossas crianças começou.

Antigamente, muito antigamente, a vida era mesmo assim, GrAnDe(!), pelo o que se ouvia contar.

Depois,  com tanta novidade, o contar foi sendo terceirizado para o rádio, o cinema e passou a ser a vez das avós – aquelas que antes, bem antes, sentavam em cadeiras de balanço e embalavam o fim do dia. Depois veio a TV, a escola, as babás (?!) e… coisa boa! Novamente estamos redescobrindo que a infância precisa de histórias. E por todo canto e lado hoje se incentiva o narrar. “Leia uma história para uma criança” é a campanha bárbara do banco com um simpático visual cor de laranja ou,  ainda,  a campanha da cadeia de hamburguers que teve 10 milhões de lanches ainda mais felizes com a farta distribuição de livrinhos infantis -substituto incrível do brinquedinho de plástico de outrora.

A floresta inteira já sabe e grita: contar histórias para os seus pequenos,  sejam eles não tão pequenos ou mesmo emprestados,  é o que de mais bacana se pode fazer.

Contar é compartilhar. É se deixar estar e ficar ali por aquele tempo, junto.  E  esse encontro é quase mágico: na Terra do Nunca, no laboratório de um cientista maluco, em um planeta pequenininho onde vive um príncipe tão pequeno quanto, em um sítio distante com uma boneca falante…

A dica de hoje é pra contar pra todo mundo: ‘Quando eu nasci’, das portuguesas pra lá de talentosas Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso – uma história que merece todas as leituras!

capa nasci

Fala sobre tudo o que é novo ao menos uma vez. Sobre aquele momento quando temos “tudo por estrear”.

O narrador é uma criança que nos conta como era lá dentro da barriga de sua mãe. E como foi sendo enquanto crescia. Nasceu e depois?

“(…) Quando eu nasci nem sonhava que havia céu e que o céu mudava de cor

(…) Quando eu nasci  tudo era novo”

ilustras 1

Todo o livro é de uma graça recheada de delicadeza. O tom é o de uma conversa gostosa de criança. Tudo bem prontinho para se transformar em um dos títulos de cabeceira.

ilustras

Drops da selva:

Por aqui, o livro saiu pela Tordesilhinhas. Por lá, em Portugal, pela Planeta Tangerina,  que fez um trabalho incrível e disponibilizou no site propostas de leitura, papos e trabalhos do livro para pais e educadores. E merecidamente também conquistou uma Menção Especial no Prêmio Nacional de Ilustração.

mais de isabel

mais de madalena

Mais do livro aqui http://www.planetatangerina.com/pt/livros/quando-eu-nasci

Mais do Planeta Tangerina, aqui http://www.planetatangerina.com/

por

assinatura 2014

balulacommacaquinhosnosotao@gmail.com

16 jul

NO IPOD DA ORANGOTANGO TEM…DAVID BOWIE APAIXONADO

bowie

Meu “muso” está de volta.

Já não é novidade, Bowie lançou no começo do ano mais um álbum, o lindo e denso“The Next Day”.

Impecável, Bowie não muda, só melhora.  Reaparece com canções que geram polêmicas, criticando o cristianismo, falando sobre guerras, ou com letras contendo mensagens subliminares.

Mas a balada “Valentine´s Day”, ganhou meu coração. Simples e direta.

Ontem a canção virou clipe. Nele, David aparece apenas com sua guitarra, em um galpão industrial, vestindo uma camisa branca e uma calça jeans, cantando e tocando, do início ao fim.

Precisa mais?

Veja você também:

08 jul

As Misteriosas Mulheres de Bec Winnel

winnel5

Bec Winnel é uma artista autodidata.

Vive na Austrália e ilustra detalhados retratos femininos.

Com traço suave e delicado, ela desenha rostos e elementos da natureza com ares de outros tempos, cheios de nostalgia.

E é este tom nostálgico e misterioso, de mulheres mergulhadas em uma névoa fria, que me encanta. Essa cara de anos setenta e de magia que Winnel dá em tudo que faz.

Brinca com lápis de cor, pastel e tintas aguadas.

 

muito mais aqui: Bec Winnel

29 abr

Ela pinta, borda e muito mais…

laura-mk4

Laura McKellar é designer gráfica e ilustradora australiana.

Vive mergulhada em tintas, desenhos, colagens, papéis.

Tudo para ela vira inspiração: viagens, novas culturas, livros antigos, natureza, música.

Tem talento de sobra para juntar várias técnicas artísticas e sonhar…

E é aí que ela mais me encanta! A mistura de sonho e realidade.

O bom gosto para unir fotografia com bordado, aplicações e aquarelas, colagem e ilustração.

Conheça você também o mundo mágico da Laura.

 

laura mk

laura

 

***  mais da Laura aqui.

até já!

30 jan

Ela faz brinquedos com alma

Conheci estes brinquedos  por indicação de uma querida amiga. Fiquei encantada com o trabalho e escrevi para a dona dos “brinquedos com alma”.

Descobri a encantadora Maribel Barreto. Mãe do Francisco Bento, 4 anos e Catarina Maria de 2 anos. Faz brinquedos à mão com materiais naturais no Ocitocina Atelie.

Pedi para ela contar aqui no blog da Orangotango um pouco de seu trabalho. Ela, gentilmente, me mandou um pouquinho da sua história.

Espero que gostem!

“Começar o ano recebendo convite bacana é sempre muito bom! Assim foi com o convite da Paula. Conheço a Orangotango já há algum tempo e sou admiradora daqui. O que não sabia era que a Paula iria conhecer meu trabalho e virar admiradora de lá.

Deixe-me apresentar. Sou Maribel Barreto, mãe do Francisco Bento, 4 anos e Catarina Maria de 2 anos. Faço brinquedos à mão em materiais naturais no Ocitocina Atelie, além de ser contadora de histórias e membro da Aliança Pela Infância, uma rede pelo respeito à essência das crianças.

Meu trabalho com os brinquedos começou junto com a experiência de ser mãe. Quando nos descobrimos grávidos, não tínhamos dúvidas quanto ao local do nascimento do bebê que seria em casa. Nem cogitamos as vias convencionais de nascimento, procuramos logo uma parteira. O que não sabíamos é que entraríamos em contato com o movimento pelo parto humanizado. Descobri um hormônio poderoso, a Ocitocina, o hormônio do amor, o hormônio do parto, da amamentação…

Logo que me vi grávida deixei de trabalhar fora.  Investi em contação de histórias, e ao mesmo tempo resgatei um saber antigo e de tradição familiar que eram os trabalhos manuais. Acabei  fazendo grande parte do enxoval do bebê e  percebi que as peças que eu fazia, outras pessoas gostavam também.

Nasceu então o ateliê Ocitocina, onde eu podia fazer aquelas belezas para outras pessoas. O nome nasceu junto, porque para mim, a gestação e parto foram as experiências mais significantes da minha vida.

Na minha busca por brinquedos encantadores, descobri os brinquedos “Waldorfs”. Brinquedos feitos em materiais naturais, pelas mãos humanas e adequados à infância. Uma peça aqui, outra acolá e logo um acervo estava pronto, todos testados pelo mais rigoroso controle de qualidade, nosso filho! Comecei timidamente a produzir os brinquedos para os mais chegados.

O brincar é nossa filosofia. Acreditamos que criança precisa de espaço, vínculo e brinquedos com alma. Precisa ter a segurança de que o mundo é bom, duradouro e seguro. Acordar todos os dias e ver que seus brinquedos ainda estão “vivos” imprime segurança.

Essa massificação chinesa ainda nos levará à bancarrota total. Nem vou falar dos plásticos, que isso é assunto pra muitos posts, mas a durabilidade dos brinquedos de hoje é lastimável, nem bem a criança tirou da embalagem e o brinquedo se quebra.

Crianças precisam de brinquedos duráveis, pois elas se vinculam a eles. Na Pedagogia Waldorf, a essência da criança é respeitada e sugere aos pais, oferecerem brinquedos cheios de significados. É muito comum, as mães das escolas Waldorf produzirem os brinquedos de seus filhos. Além de usarem materiais naturais regionais, esses brinquedos são impregnados de gestos. O gesto do escolher o material, a forma, o tamanho, a cor, o gesto do cortar, do costurar.

Por aqui, pensamos sobre a  importância do brincar. Escolhemos cuidadosamente o material, damos muita importância aos acabamentos. Misturamos técnicas e o resultado é um brinquedo duradouro e agradável. E o mais importante, fazemos com amor!

Neste ano de 2013, estamos preparando muitas novidades em nosso trabalho. Acabamos de nos mudar do Rio de Janeiro, para um sítio no Sul de Minas.  Estamos investindo nos nossos filhos e na qualidade de vida. Preparamos marcenaria e ateliê de costura e em breve mais  brinquedos com alma  irão nascer.

Maribel Barreto, brincante no Ocitocina Atelie.”

Conheça mais aqui:  Ocitocina Atelie

29 set

MARINHEIRO SÓ, QUEM TE ENSIONOU A TATUAR?

O que te vem à cabeça quando pensa em tatuagens clássicas?
Imagens como uma âncora, coração,  pin-ups ou  andorinhas?
Então você pensou em Sailor Jerry.
Pai do estilo “old school”, ele é considerado por muitos o principal artista da tatuagem de todos os tempos.
O americano Jerry nasceu em 1911 em Reno, Nevada. Aprendeu o ofício com um homem do Alasca chamado “Big Mike”. E fez muita tatuagem  na galera casca-grossa da região.
Mais tarde, alistou-se na Marinha e navegou muito, estabelecendo-se no Havaí.
Vela e tatuagens foram apenas dois de seus empreendimentos profissionais. Ele tocou saxofone em uma banda e teve um  programa de rádio.
Como tatuador, criou um estilo inconfundível, caracterizado por linhas em negrito inabalável e com um uso refinado de cores e detalhes incríveis.
Seu estilo, reverenciado até hoje,  é um combinado da América e tradições asiáticas, com muita cor e imagens icônicas.
Sou fã  de tattoos e especialmente do estilo do Jerry. 
Inspirada por suas tatuagens, vela, mar e marinheiros, criei a coleção de verão da Orangotango que já está na loja.
Dá uma olhada aqui!
Um viva para o marinheiro Jerry!
09 mai

DIGA ADEUS AO QUARTO ROSA

“O  mundo infantil é muito mais que  o branco, o  rosa e o azul claro”.

Essa frase me conquistou.
Assim eu encontrei a Roberta, autora da frase acima e dona da Cosumann. Virei fã da marca.
A Cosumann desenvolve móveis para os pequenos. Tudo de um jeito que adoro: funcional, de linhas simples, e muito colorido.
Em um mundo de exageros, a marca busca um design alegre com formas objetivas. Quem precisa de mais?

Ah, não poderia deixar de citar que Roberta também é uma apaixonada por Paraty. E foi assim que nos conhecemos pessoalmente!

14 abr

CONHECE A LUVA TATUADA?

Ela é Ellen Greene. Uma americana que nasceu e cresceu em Lawrence, Kansas, uma cidade cheia de contradições.
Lá, você pode encontrar garotos fraternais, evangélicos cristãos, vagabundos ex-hippies, punks na sarjeta, artistas e estrelas de rock.
Crescendo em meio a esses contrastes, Greene desenvolveu uma curiosa série de trabalhos: pinta tatuagens, bem ao estilo old school, em luvas de couro vintage.
Sua intenção foi combinar um objeto extremamente feminino, com algo que tivesse relação com o universo do sexo oposto. E, naquela época em que as garotas costumavam usar luvas, tatuagens eram marcas mais relacionadas aos homens, e homens de fama não muito boa.
Mas as luvas brancas de Greene misturam todas essas referências e evocam uma sensação de pureza e de formalidade, com muita sexualidade e rebeldia.  

Eu adoraria…

Menu Title