15 jun

VOCÊ CONHECE A FESTA DA LANTERNA?

Paraty foi escolhida para ser nossa cidade por diversas razões.

É um lugar tão bonito que  nem precisaria muito para nos convencer. Mas “batemos o martelo” mesmo, quando descobrimos uma escola Waldorf por aqui.

Hoje Nina estuda nesta pequena escola Waldorf.

Para quem não conhece, esta pedagogia estimula a imaginação e o lado sensorial das crianças. A afetividade e a criatividade são valores importantes.

Nesta época acontece nas escolas Waldorf a Festa da Lanterna.

Esta festa coincide com a chegada do inverno. Momento de aquietação da natureza,  frio, noites que chegam mais cedo. Neste clima de recolhimento e acompanhando o ciclo da natureza chega o momento de olharmos para nós mesmos, vendo nossa própria luz interior.

Durante a festa, as crianças carregam suas lanternas passeando pelas áreas abertas da escola simbolizando essa luz interior. As próprias crianças confeccionam as lanternas.

Para presentear as crianças, os pais ensaiam um teatro que é apresentado na festa. A história é “A Menina da Lanterna”, onde uma menina simboliza o caminho individual do homem em busca da luz interior.

 Já confessei aqui no blog que não sou grande fã de teatro, mas tudo muda quando se tem um filho e, por ironia do destino, fui escalada para ser  a menina da lanterna deste ano. Topei, ensaiei e apresentei!

Depois da peça, com a noite chegando, todos saem pelo bairro carregando suas lanternas acesas. É um momento especial e carinhoso.Vejam as fotos:

28 abr

DESRESPEITÁVEL PÚBLICO…

Chegou um circo aqui em Paraty, e a escola da Nina, nossa filha, decidiu levar os alunos. Fomos com ela.

Foi o circo mais assustador que já fui em toda minha vida.Pra falar a verdade, não gosto muito de circo, mas achamos que seria legal acompanhá-la.

Nina, animada, sentou na primeira fila, junto dos amigos da classe.

Entrou no palco um caubói com chicote e duas dançarinas. Nina pulou da cadeira e veio correndo em minha direção, assustada com as chicotadas.

Depois, foi a vez de um contorcionista: o “Homem-Sapo”. Nina ficou fascinada com a agilidade do homem. Pena que, logo depois, encontramos o anfíbio vendendo pipoca no intervalo. Ela reconheceu o moço e não entendeu nada.

Enfim, chegou a hora dos palhaços. Era um grande desafio para a Ninoca. Ela sempre chorou de medo de palhaços, mas andava dizendo ultimamente que não tinha mais medo e que sabia que palhaço era só um homem fantasiado.

Tenho que dizer que, naquele dia, eu preferia que ela tivesse chorado muito. Assim ela não ouviria as bobagens que os palhaços falavam. Coisas do tipo: “Você aí, na primeira fileira, sim você, gordinho, que parece o Faustão…”

O palhaço convidou as crianças para uma deprimente dança das cadeiras. E, no intervalo, conclamou as crianças a comer tudo que era porcaria: “Alô, criançada, temos barraquinhas de cachorro quente, batata frita, refrigerantes e hambúrguer!”

 Foi a apresentação mais destruidora que já vi.Fim do intervalo, e chegam dois motoqueiros adolescentes, fazendo piruetas no “Globo da Morte”. No final da exibição, os meninos se despediam com uma dançinha de funk. E o espetáculo chega ao fim. Ainda bem… 

29 set

UMA PRIMAVERA QUASE HIPPIE

   

Nina estuda numa escola Waldorf.

O que é a Waldorf? Ainda sabemos muito pouco mas, com certeza, é uma pegadogia bem especial. É, entre muitas outras coisas, uma maneira mais imaginativa, livre e lúdica de educar (falarei dela mais pra frente, num outro post).

Neste último final de semana rolou a festa da primavera da escola, festa que no calendário Waldorf é um acontecimento importante.  

Para nós, foi uma experiência nova e bem bonita. As crianças levam flores e nós montamos coroas para enfeitar os pequenos. E eles dançam cantigas de roda e cirandas.

Ah, na festa tinha um espaço para venda de peças artesanais, desenvolvidas por pais e alunos. Nina se encantou com um potinho e um canudo de bambu, para fazer bolhas de sabão! Bem hippie, eu sei!

  

12 mai

ESCOLA: CEDO DEMAIS?

Sempre acreditei na importância da escola. Mas nunca imaginei que ela fosse também tão importante para os bebês.

Nina foi muito cedo para a escola. Com cinco meses já frequentava o berçário. Apesar de muito pequena, procurávamos um lugar onde ela não somente passasse o tempo, mas estivesse sendo olhada como um pequeno indivíduo, sendo estimulada e cuidada.

Muitos nos perguntaram se não tínhamos dó em colocá-la na escola tão cedo. Mas hoje vemos que foi a decisão certa. A prova disso está no dia a dia: Nina se comunica e se relaciona muito bem com os outros, tem facilidade em se adaptar às rotinas, demonstra afeto com os colegas de classe, canta músicas e conta histórias. São tantas as coisas que ela vem aprendendo…

Sempre ouço o comentário de amigas que colocaram os filhos mais tarde na escola: “você não imagina o quanto ele(a) mudou depois que foi para a escola”.

E eu, de verdade, não imagino, porque, no caso da Nina, ela não mudou, porque a escola sempre fez parte de sua vida.

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