27 jan

Já assistiu "Muito além do peso"?

Não?

Pois deveria assistir.

O documentário fala claramente sobre obesidade infantil e revela o enorme descaso que se tem com a alimentação correta. A realidade é assustadora.

Em nosso país, 56% de crianças com menos de um ano de idade já consumiram refrigerantes. E tem mais: 33,5% das crianças entre 5 e 9 anos estão com sobrepeso, sendo que quatro de cada cinco delas deverão manter-se nessa condição até o fim da vida, segundo a última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Crianças, de norte ao sul do país, que não reconhecem legumes ou frutas, mas demonstram enorme prazer em comer hambúrgueres, batatas fritas e bolachas.

A cineasta Estela Renner, mãe de três filhos,  se vale de uma série de entrevistas em que especialistas, analisam não apenas as consequências do sobrepeso infantil, mas também suas origens econômicas e sociais.

As grandes empresas de alimentos e bebidas (as marcas são citadas nominalmente) não são poupadas. São como traficantes, que viciam as crianças para que sejam dependentes por toda a vida.

Como mãe de uma menina de quatro anos e um menino de dez meses, posso dizer que já passei por várias situações embaraçosas do tipo: um adulto oferecer para minha filha um refrigerante e eu digo que ela não toma. O adulto, olha para minha filha com pena e me encara como uma megera.

E quando oferecem para ela uma bala ou um salgadinho e me perguntam: ” Mas ela não come?”

Eu respondo: – Não, ela não come.

Quando o que eu gostaria de dizer, na verdade, é: – Como você pode comer esse lixo, ou pior, dar para seu filho esta porcaria?

Educar dá trabalho. E alimentação começa em casa!

Assista o trailer abaixo e  o documentário completo aqui e espalhe para quem puder.

05 jul

UM DIA NO MANGUEBEACH

O passeio:

Num domingo com sol de inverno. resolvemos fazer um passeio diferente: andar de caiaque.

Fomos à Praia do Jabaquara, a 600 metros de casa e alugamos dois caiaques.

O destino:

uma praia que adoramos, Barra do Corumbê. Lá tem um quiosque chamado Cheiro de Camarão, que serve comida caseira e maravilhosas casquinhas de siri e moquecas de peixe.

O desafio:

No caminho até Barra de Corumbê, há um manguezal. Ouvimos falar que era possível atravessar todo o mangue de caiaque.

Remando, fomos aos poucos nos afastando da praia. O visual começou a mudar. Tudo ficou mais verde: chegamos a um mangue fechado, e achamos um braço de mar que entrava pelo mato fechado. Incrível. Me senti como se estivesse entrando por uma porta mágica.

E é isso mesmo, é  mágico!

De repente, um silêncio total. Estamos no meio do mangue. Vimos caranguejos vermelhos subindo pelas árvores e lindos pássaros cor-de-rosa: o colhereiro.

Nina estava bem quieta, observando tudo.

Separei algumas fotos, veja só que beleza:

Não deixe de participar da promoção que está rolando aqui no blog: veja aqui.

09 nov

QUER UMA BALINHA, NENÉM!

Talento nato.

Não tem jeito, nasceu assim e pronto!

Nina adora um doce, especialmente bolo de chocolate e brigadeiros.  E não pense que isso é um hábito aqui em casa. Não somos grandes fãs de doces.

A cada dia que passa, aprendemos mais um pouco sobre como é educar nossa filha. Manuais e textos de educação estão por toda parte, mas é só na prática mesmo que a gente vai pegando o jeito.

Se você tem filho pequeno, vai saber bem do que estou falando. Se não tem e pretende ter um dia, prepare-se para passar por essas situações. Sair de casa com uma criança é sempre bem divertido. Sair e receber dicas de desconhecidos sobre como criar seu próprio filho, já virou um clássico. Mas o que mais me irrita de verdade é quando escuto: “Quer uma balinha, neném?”

Tenho vontade de voar no pescoço de quem perguntou isso.

Primeiro, porque que é inacreditável a frequência com que isso acontece. Como se toda criança chupasse bala ou, pior ainda, mascasse um chiclete. Segundo, que normalmente a pergunta é feita diretamente à criança, sem nosso consentimento. E criança, claro, nunca recusa doce.

Até um tempo atrás, eu ficava sem graça diante destas situações. Mas o dia-a-dia ensina mesmo. E de tanto passar pela mesma situação de constrangimento, agora isso não acontece mais.

Dias atrás, estávamos na rua com a Nina e uma senhora ofereceu um punhado de balas Hall’s. Sim, Hall’s para uma criança de anos e meio! Eu imediatamente disse: “Não, obrigada, ela não chupa balas!” E a senhora ainda olhou para a minha cara e complementou indignada: “Não?”

Confesso que senti orgulho de mim mesma.

Não somos radicais. Só achamos que a Nina terá a vida inteira para experimentar o doce que quiser. Não precisa ser agora.

Por enquanto está valendo: sorvete de frutas, um brigadeirinho de vez em quando e o tão amado bolo de chocolate!!!!

 

 

  

  

20 ago

GASTRONOMIA PARA CRIANÇAS

Se os chefs estão na moda e crianças também, então misture estes dois ingredientes e veja o que dá.

Foi isso que fez Denise Haendchen, formada em nutrição e especializada em gastronomia. Depois da experiência de ter duas filhas, começou a cozinhar com crianças. “Percebi como é  importante ensinar a criança a se alimentar de forma saudável desde pequena e apresentar a ela o mundo riquíssimo da gastronomia de uma forma lúdica e divertida”.

Denise criou a Mini Gourmet, em São Paulo, onde promove oficinas culinárias. Vai com as crianças para a cozinha e prepara deliciosas “comidinhas nutritivas”.

Você pode increver seus filhos entrando em contato com ela:

Mini Gourmet

Para crianças de 3 a 10 anos.

contato: denisehaendchen@hotmail.com

17 ago

FIM DE SEMANA NA CIDADE MARAVILHOSA

Sabe por que é demais morar em Paraty?

Além de ser uma linda cidade, com belas ilhas e praias, cachoeiras e montanhas bem perto e toda a qualidade de vida que procuramos, Paraty ainda tem a vantagem de ficar no meio do caminho entre Rio e São Paulo. Dá para aproveitar o melhor de cada cidade e voltar para a nossa eleita.

Este final de semana, pegamos a estrada e fomos até o Rio curtir a cidade com a Ninoca. O tempo não estava lá estas coisas, não rolou praia, mas mesmo assim fizemos muita coisa legal. Separei aqui algumas dicas para quem quer aproveitar bons lugares, boas comidinhas e muita diversão, sem programas pra turista.

Você conhece o Parque Guinle?  É um pequeno parque situado no bairro das Laranjeiras, rodeado por um conjunto de edifícios projetado pelo arquiteto modernista Lúcio Costa e com jardins refeitos por Burle Max. Um cantinho do paraíso no meio da cidade. O parque conta com uma área para crianças com lago, gangorras e balanços. Tudo muito bem cuidado.

Jantar no restaurante Gula Gula  Ipanema – Uma rede carioca, este de Ipanema fica num belo casarão dos anos 40. Ótimo para jantar com crianças ao ar livre. Tem um cardápio com comidinhas leves, área ao ar livre, cadeirão. Ótima dica para ir com crianças.

Livraria da Travessa Ipanema – A Travessa de Ipanema tem um espaço infantil maravilhoso. Muito livro bacana para os pequenos. E eles ainda podem pegar os seus preferidos e sentar numa pequena mesinha para dar uma olhada nas historinhas. Fica sempre cheio pais e principalmente de crianças. Difícil é tirá-las de lá!

Rotisseria Sírio-Libanesa – Que tal um almoço num restaurante árabe bem tradicional no Largo do Machado? Lotado de tradicionais freqüentadores na hora do almoço, é uma confusão organizada e um barulho constante. Bom para crianças, já que, se rolar alguma choradeira, vai passar desapercebido no meio da bagunça. E o melhor de tudo: a comida é maravilhosa. Recomendo as esfirras (com uma massa deliciosa), o arroz com lentilha, húmus, quibe cru (não como, mas faz sucesso) e, em homenagem aos cariocas, peça o mate da casa. Hummmm…

Maracanã – É indescritível a sensação de entrar neste estádio. Quem já entrou sabe do que eu estou falando. Fomos ao Maracanã com a Nina assistir Fluminense (time do coração aqui em casa) contra o Internacional. O Maracanã estava lindo, eram mais de 50 mil pessoas e um único espetáculo. Uma tarde de domingo, estádio cheio, muitas famílias, muitas crianças. Nina parecia hipnotizada, e nós também.

 

22 jul

A BAIANA SECRETA DO BIXIGA

         

Já tínhamos ouvido falar na Baiana do Bixiga. Por indicação de um amigo, que virou fã da comida, fomos conferir o tal restaurante.

Uma  simpática mulher de turbante na cabeça nos atendeu ao toque da campainha. A tal baiana, mais conhecida como Bá, nos recebe em sua própria casa e nos leva até o porão, one vemos algumas mesas e enfeites de patuás e orixás.

Muito simpática, nos serviu entradinhas maravilhosas, como um delicioso caldo de sururu e mini acarajés. Estávamos com a Nina. E ela mandou ver no sururu e acarajé logo de cara.

Depois disso, foi uma delícia atrás da outra, seguido pelo prato principal : bobó de camarão, com salada verde, dois tipos de farofas ( as melhores que já comi até hoje) e arroz. Nina não deixou passar. Experimentou um pouco de tudo que aparecia na mesa. 

Nem preciso dizer que toda esta comida sumiu dos pratos bem rápido.

Nina, assim como nós, se sentiu muito à vontade com a Bá. Conversou, mexeu nos patuás, fez um tour pela casa, pediu suco de carambola.

No final do banquete, a Bá não acreditava que uma menina de anos anos tinha provado de tudo. “Você gostou mesmo não é?! O que você mais gostou de comer, Nina?”

Nina respondeu: ” O arroz!”

Para ir ao Patuá:  tel. 11 3115-0513.

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