02 jul

Chapada Diamantina também é coisa de criança

Voltamos recentemente de férias na Chapada Diamantina (Bahia), acompanhados de nossa filha Nina, cinco anos.

A viagem virou uma aventura pelo Vale do Pati.

Contei sobre a viagem no site Viajando com Pimpolhos, da querida amiga Sut-Mie. E agora divido o texto com vocês também.

Espero que gostem!

vale do pati

Somos uma família aventureira e adoramos viajar com nossos filhos, Nina e Noel.

A Chapada Diamantina, na Bahia, sempre esteve em nossos planos. Mas como explorá-la com filhos pequenos? Alguns amigos que conheciam a Chapada nos disseram que talvez fosse melhor esperar os pequenos crescerem.

Mas a vontade era tão grande que resolvemos arriscar e partimos rumo à Chapada com a Nina, que completaria cinco anos. Noel, que em pouco mais de um ano, ficou com os avós.

A Chapada Diamantina é um verdadeiro parque de diversões a céu aberto. É um lugar encantador e tem uma mágica especial.  E garantimos: é possível – e uma delícia – visitá-la com crianças.

Conhecemos cavernas, cachoeiras e rios. Fizemos escaladas e muitas caminhadas.

Uma natureza bem diferente da paisagem litorânea a que estamos acostumados (vivemos em Paraty , litoral do Rio de Janeiro).

Para quem topa aventura é um prato cheio.

A viagem

Nos primeiros dias, optamos por roteiros mais leves e passeios mais curtos. Bem próximo ao centro de Lençóis,  visitamos os famosos caldeirões de águas avermelhadas, o  salão de areias coloridas e a cachoeira da Primavera.

No dia seguinte, seguimos para uma aventura mais longa num roteiro de um dia inteiro, com um guia experiente e com muito jeito com crianças, o que foi bem importante!

Era dia de visitar a caverna e a Nina estava a mil. A Gruta da Lapa Doce é mesmo uma maravilha. Silêncio absoluto, escuridão, estalactites. Foi emocionante.

Fizemos uma pausa para um almoço em restaurante de beira de estrada, com direito a provar um cacto refogado, bem típico da região, chamado Palma.

Seguimos para a Pratinha. Um lago cristalino, de um azul vivo, e uma tirolesa de 12 metros de altura que brilhou aos olhos da Nina. Lá foi ela: sem titubear, saltou!

Para finalizar, um lindo final de tarde ensolarado e uma subida ao famoso Morro do Pai Inácio, com vista 360 graus de toda a Chapada.

E foi neste final de dia percebemos que daria para seguir viagem até o destino que realmente queríamos conhecer: o Vale do Pati. Era preciso disposição e muita “canela”. Nina passou no teste e resolvemos encarar.

O tão sonhado Vale do Pati –  três dias de passeio.

pati4

O Pati é um imenso vale, cravejado de morros de pedra gigantescos. No fim da tarde, o sol bate nos morros e espalha uma coloração avermelhada por todo o vale. Lindo demais.

Fica escondido no meio do Parque Nacional da Chapada Diamantina. É uma longa caminhada a pé.  Passamos por áreas planas, porém em muitos momentos o ”trekking” é feito de subidas e descidas íngremes e até escaladas. É experiência única.

Passar três dias isolados, com longas horas caminhando silenciosamente pela natureza, aonde os carros não chegam, não existe sinal de celular ou internet.

Foram 14 quilômetros, em uma versão “light” para crianças. Sete horas de caminhada (seriam quatro sem crianças, nos disse o guia) e mais sete horas na volta, com pernoites na casa de moradores locais.

Dormimos na casa de Seu Wilson, famosa entre os visitantes do Pati. É um lugar muito simples, com chão de barro, mas a comida é sensacional e a hospitalidade também. Adoramos.

Viagem inesquecível, que vai ficar guardado para sempre em nossas vidas.

A Chapada é demais!

O texto completo você pode ler aqui: Viajando com Pimpolhos.

 

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