25 jul

Hoje é dia de "disco", bebê!

Dançar até o sol raiar. Essa foi minha rotina durante alguns anos.
Foram muitas raves, inúmeras baladas em clubs, incontáveis festinhas depois das festinhas, inferninhos, sem hora para terminar e como se o amanhã não existisse.
Daí o tempo passou.  Encontrei meu par perfeito e os filhos chegaram.
E agora chegou a hora de  nossos pequenos caírem  na balada!
Pra nossa sorte, estréia em agosto a Disco Baby – pista de dança voltada para bebês, crianças e pais. Ideia da amiga e jornalista Claudia Assef, baladeira profissional, companheira de muitas festas e hoje mãe de duas meninas.
Olha só o release:
“Os baladeirinhos  poderão se divertir na primeira matinê sensorial que integra música para dançar, brincadeiras e informação audiovisual. Na cabine, DJs do primeiro time (nacionais e internacionais) tocarão sua interpretação do som que faz a criança se mexer. Cada set é especialmente criado para a Disco Baby pelos DJs convidados e tem duração de 2 horas. Durante esse tempo, o DJ poderá tanto tocar músicas infantis, clássicos da disco music, house, hip hop, pop etc. dando a sua leitura de música para fazer criança dançar, sempre obedecendo aos padrões de volume recomendados pelo pediatra.
Para a primeira Disco Baby, marcada para 11 de agosto, o convidado é o DJ Marky, um dos maiores nomes da música eletrônica mundial. Pai de Gabriel, de sete anos, Marky promete fazer um set especial para crianças de todas as idades.”
E viva! Nina e Noel, bem sortudos, farão suas estréias em grande estilo!
Anote aí:
Disco Baby
ESTREIA: 11 de agosto
HORÁRIO: das 15h às 19h (15h: DJs residentes Daniel Cozta e Coy Freitas, 16h30: show O Omelete com Du Circo, 17h às 19h: DJ Marky)
ONDE: Offset (Rua Ferreira De Araújo589 – Pinheiros – São Paulo – SP Telefone: 11/xx/3097-9396)
PREÇOS: adultos, R$ 30; crianças a partir de 3 anos, R$ 10; babás, R$ 15, crianças de até 3 anos não pagam. Pacote família: 2 adultos e 2 crianças, R$ 60.
DJS CONVIDADOS DAS PRÓXIMAS EDIÇÕES:
25 de agosto: DJ Rica Amaral
15 de setembro: DJ Patife
29 de setembro: DJ Camilo Rocha
12 de outubro: DJ Mau Mau
24 jul

MAMA ÁFRICA – PARTE 3

Hoje resolvi contar algumas curiosidades dessa minha viagem pela África. Costumes e tradições aqui de Camarões, esta terra africana tão intensa.

Na maternidade:

Trabalho numa maternidade e é impossível não notar que a maioria das mulheres chegam sozinhas para dar a luz. Muitas vezes, elas caminham longos trechos a pé e os filhos nascem quase no portão do hospital. Outro dia, uma mulher parou para descansar e em poucos minutos entrou em trabalho de parto. Saí correndo para buscar uma roupinha para seu bebê, quando voltei  na sala de parto dei de cara com uma linda e saudável  menininha. Vejam só a alegria e surpresa dessa mãe no registro abaixo:

Vi poucos homens visitando suas mulheres e crias. Nem aparecem para uma visita. Muito menos para pagar conta do hospital. A mulher fica esperando até que alguém venha resgatá-la.

Os bebês, geralmente, nascem sem complicações. Mas alguns precisam de cuidados extras – temos apenas o mais básico por aqui.

Registrei um bebezinho que não chorou e precisamos levá-lo para reanimação. Dá uma olhada:

A morte:

Quando uma pessoa morre, coloca-se o morto em uma geladeira.  A família faz festa por mais de um mês para que o falecido siga alegre para o outro mundo. Essas geladeiras são alugadas.

Se a família não tiver dinheiro pra o aluguel, fazem o velório em casa mesmo e enterram no quintal.

Toda sexta-feira é dia de tirar os mortos da geladeira, levar para casa e no sábado começa a festa. Quando o morto é o pai da família, o filho mais velho é o responsável por anunciar a causa da morte para os convidados. Começa a festa. Vi isso de perto nos vilarejos por onde passei a caminho de Bartouri.

Dia Internacional da Mulher – 8 de março

Tive o prazer de comemorar com as mulheres de Camarões essa data tão especial.

Nesse dia, as mulheres deixam maridos e filhos em casa e saem pelas ruas para beber, dançar e desfilar seus KABÁS, vestimenta tradicional africana.

Esses kabás são feitos com tecidos estampados, desenvolvidos especialmente para este dia.  A casa onde moro trouxe uma costureira/estilista que fará nossas roupas.

E eu coloquei meu kabá e saí com as mulheres aqui do hospital.

Elas, com suas “perucas” (sim, seus cabelos são postiços!), maquiagem e muita vontade de se divertir.

Paramos em um bar com mesa já reservada. A festa iria começar.  A mulherada começou a tirar muita comida das bolsas: frango e peixe frito, arroz, feijão, batata, mandioca e salada de fruta. Comiam com a mão mesmo.  Depois caíram na pista para dançar e beber por muitas e muitas horas, uma linda dança camaronesa (uma mistura de funk com sessão de umbanda em noite de preto velho). Como boa brasileira que sou, dancei até me acabar….Elas ficaram espantadas com o meu gingado, chacoalhando o quadril e todo resto.

E eu contei pra elas: “Ahh nega, tu não conhece o remelexo do meu país…da onde eu venho, quem não gosta de samba, bom sujeito não é…é ruim da cabeça ou doente do pé.”

 

Paula Scarpato – relações públicas de formação, 35 anos, aquariana, com ascendente em leão e lua em sagitário… essa sou eu!!! Após 12 anos atuando em mercado fonográfico e publicitário, resolvi partir para uma experiência que ninguém poderia vivenciar por mim: pedi demissão de meu cargo de Gerente de Marketing. O destino escolhido foi a África, com a missão de trabalhar para os mais necessitados. E assim fui.

03 jul

MACAQUINHOS NO SÓTÃO

O calendário me pega pelo pé. A pouquinhos dias da Flip e da Flipinha e ainda, depois de uma lista-listona de 30 livros indicados como os melhores do ano pela Revista Crescer e da lista do  Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) , eu aqui teimando em contar mais do cenário off-comentados

Tem muita coisa boa na literatura infantil e infantojuvenil hoje. Mesmo.  Mas vez por outra, quando vejo, a tribo resolve brincar de figurinha duplicada e indica quase sempre os mesmos títulos, autores e ilustradores. Fico feito gorila ranzinza. Afinal, temos a floresta inteira! Vale mudar de cipó e falar de um monte de história e de gente bacana que ainda não ganhou a floresta – e que os macaquinhos adoram!

Quer ver? Dentro deste livro moram dois crocodilos de Claudia Souza (ed. Callis,  uma turma que vale ficar de olho!) com as ilustras-ilustres feitas de recortes, fotos, sombras, colagens e texturas, marca registrada da talentosa Ionit Zilberman.  O livro é um atalho colorido para fugir do medo. Ahan.

A vida de um articulado menininho e seus simpáticos óculos verdes fica bastante movimentada por seu medo de crocodilos. Logo ele, que não tem medo de palhaço nem de estouro de balão, de dragão-de-komodo, nem de cobra, de fantasma, de altura… ele não tem medo de nada disso. Mas de crocodilo se assusta até com desenho.

O medo é tanto que passa a ter medo da hora do medo chegar. Até que um dia sua mãe lhe faz começar a entender que, apesar de suas bocas assustadoras, de sua pele escamosa e seus olhos ameaçadores, os crocodilos desenhados no livro – e mesmo aqueles da TV –  podem não ser tão pavorosos. Que um dia a gente descobre ser maior e mais forte do que os medos que a gente sente. E que quando esse dia chegar, aqueles dois crocodilos bem grandões que moram no livro podem parecer dois calanguinhos. E vai ser até engraçado pensar que um dia nos fizeram tremer!

Quem não lembra dos medos da infância? O menininho dos óculos verdes visita todos eles. E, acreditem, ele também nos resgata um tanto do quarto escuro. A vida passa, a gente cresce e os medos mudam. Mas nossos filhotes reencontram,  nos momentos em que menos esperamos,  o bicho-papão que conhecemos lá atrás, nas formas e cores que nem imaginamos.

Nada  como um colo, uma almofada e uma boa história pra espantar de vez o medo de ter medo.   Como o conforto de uma clareira em noite de céu estrelado.  Então bóra ligar o mode mammys contadoras de histórias pra embalar uma infância pra lá de especial para os nossos filhotes!

Drops da selva:

– o livro também foi traduzido para o inglês. Oba!

– a Callis classificou o livro com indicação para crianças a partir dos 5 anos. Mas adianto que, com um bom papo e algumas pequenas e curtas adaptações, você consegue fazer o seu filhote aproveitar bastante bem antes disso.

– e, sim, alguns dos livros repetecos valem o passeio pelas listas. Mas não vale virar macaco de imitação. Pronto, falei.

Por

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