28 fev

A CAIXA MÁGICA

A idéia é simples e, por isso mesmo, genial.

Que tal pegar uma (ou várias) daquelas caixinhas de papelão de pequenas embalagens de xarope, bolacha, macarrão, etc, e transformá-lsa num novo objeto?

Reinvente e crie. Você pode desenhar, colar, rabiscar a sua caixinha de papelão. E ela pode virar  um boneco, um animal, um monstro, um bicho esquisito ou o que você quiser. Daí, a idéia é compartilhar a sua experiência com o mundo.

Estou  falando do the box doodle project”, um projeto do designer David Hoffman. O site oferece um espaço para você e seus amigos enviarem suas próprias caixas.

 

24 fev

TEATRO ASSIM, ATÉ EU GOSTO!

Um galão de gasolina pode virar máscara, um cubo mágico pode ser a cabeça do indivíduo.

Um tubo que se movimenta pelo palco. Parece uma minhoca ou uma lagarta. Lembra qualquer coisa, menos um ser humano. Massa de modelar, velcro, sacos plásticos. Tudo vira material cênico.

 Assim é o teatro do Mummenschanz, companhia fundada em 1972 por dois suíços e uma ítalo-americana. Bernie Schürch, Andres Bossard e Floriana Frassetto fazem teatro com um jeito moderno alemão, como se tivessem sido criados na Bauhaus. Abstrato e criativo, ficaram famosos e caíram no gosto popular após a participação no Muppets Show. Viraram febre.

Aqui no blog já comentei minha enorme resistência em relação ao teatro. Mas se Mummenschanz é teatro, repenso meus conceitos.

21 fev

ELE FAZ ATÉ UM BORRÃO FICAR LINDO!

Os animais selvagens do artista holandês Rop Van Mierlo são os mais doces e delicados que já vi. E também os mais livres.

A ideia é simples: animais pintados com aquarela sobre molhado, parecendo pequenos borrões. Mierlo cria seu mundo animal sem linhas ou ângulos.

A idéia era pintar animais que não se pode controlar.

Perfeito. E eu nunca pensei que um borrão poderia ser tão lindo!

Wilde Dieren / Wild Animals from Rop van Mierlo on Vimeo.

Não esqueça da promoção de carnaval da Orangotango. Ainda dá tempo: http://www.orangotangoloja.com.br/blog/?p=1957

21 fev

O PRIMEIRO SUSPIRO DE TIM BURTON

Vincent é um garoto queria ser como seu ídolo, o ator americano de filmes de terror Vincent Price.

Vincent, primeiro filme de Tim Burton, é na verdade, um stop-motion autobiográfico.

Fã incondicional de Price, Burton dirigiu esse filme em 1982, quando ainda trabalhava na Disney. 

Esta animação de terror feita para crianças e é a primeira pincelada de toda uma carreira e estilo de filmagem sombrio e fantasmagórico, que o acompanha até hoje.

Mas o gosto pelo terror acompanha Burton desde sempre. Ele descreveu sua infância como peculiar, imaginativa e perdida em seus próprios pensamentos. Fugia da realidade do cotidiano lendo livros sombrios de Edgar Allan Poe e assistindo a filmes de terror de baixo orçamento.

Ah, Vincent Price narra este curta. Dá uma olhada vale a pena…

Vale a pena também:  Tim Burton site oficial.

16 fev

ELA GINGA NA RODA DE CAPOEIRA

Há pouco menos de um mês, a capoeira entrou na nossa vida por aqui. Nina agora ginga nas aulas de capoeira infantil aqui em Paraty e anda encantada com esse jogo.

Manifestação cultural brasileira, misto de jogo, dança e luta, a capoeira é praticada ao som de instrumentos musicais como berimbau, atabaque, agogô, reco-reco e pandeiro, além dos cantos e das palmas.

Qual a criança que não se apaixonaria com esta combinação?

O método para ensinar essas  crianças pequenas é bem simples e curioso. Os movimentos da capoeira são associados aos bichos e objetos do repertório infantil: como o salto do coelho, o cachorro fazendo xixi ou o girar do pião. É muito divertido.

As crianças pulam, correm, se jogam no chão, dançam e ainda desenvolvem o ritmo, com a música e o bater das palmas. Além de um completo exercício físico, a capoeira contribui ainda para criar um espírito de equipe, já que é um jogo onde todos participam. Enquanto uns tocam, cantam e batem palmas, dois alunos conversam com o corpo.

A roda de capoeira, é na verdade, um círculo mágico onde os participantes encontram o desafio de se expressar e de se ajudar.

E tem mais: raridade em nosso país, as aulas são gratuitas e fazem parte do bonito projeto do grupo Abadá Capoeira, uma entidade de utilidade pública sem fins lucrativos, que tem como objetivo a difusão da cultura brasileira, através da capoeira.

14 fev

FOI ASSIM QUE TUDO COMEÇOU…

Um dia resolvi que iria dar um outro rumo na minha vida profissional.

Pedi demissão do meu antigo emprego com uma idéia na cabeça. Chegava a hora de começar andar com meus próprios pés. Montei a Orangotango.

Já tinha dado de presente para algumas amigas, com filhos pequenos, algumas peças e elas fizéram sucesso.

E aí deu o “clic”: montar jogos de quarto para bebês com ededon, protetor de berço, jogo de lençol, toys em tecidos e outros.

Mas tinha que ter algo especial, assim como as peças que eu tinha feito para o quarto da Nina. Nada daquele famoso “rosa bebê” para a menina ou do clássico “azul claro” para o quarto de menino. 

Desenhei então, peças bem coloridas e com muito estampado. Tudo sempre feito em algodão 100%.

Nasceu o Kit Completo da Orangotango. Separei aqui algumas imagens das peças. Todas estão na disponíveis da loja.

Ah, as peças são feitas sob encomenda, porque você é quem escolhe a sua combinação preferida.

www.orangotangoloja.com.br

 

14 fev

UM MARTELO, PAPELÃO E MUITA IMAGINAÇÃO

O designer Pete Oyler inventou mais uma utilidade para o papelão: criou poltronas para crianças de dois a cinco anos. 

Ela é chamada de  Rip + Tatter  e foi feita, literalmente, com algumas marretadas no papelão, até  atingir a forma que o artista desejou. São peças únicas, nenhuma poltrona é  igual a outra.

Resitente e 100% reciclável, é também leve o suficiente para que a criança possa transportar e brincar como quiser.

11 fev

O QUE É ISSO?

Com a invenção dos e-books, e a proposta de revolução que trazem consigo, surgem inúmeras dúvidas a respeito do futuro do livro.
Muitos aproveitam essa onda para reafirmar seu amor às letras impressas em papel, e dizem que o livro é uma espécie de deus grego: não morre nunca. Lane Smith é um desses e deixa claro seu amor pelo livro em: “É um livro”.

Criou uma história ilustrada, para crianças e adultos, sobre o nosso velho e bom – e amado – livro. Aquele que, ao contrário dos produtos eletrônicos, não apita, não interage, não conecta nem retwitta. Mas que, só pela emoção da narrativa e das imagens, prende a atenção e ainda rouba o coração de qualquer um.

Um livro é um livro e isso basta. Assita ao vídeo abaixo.

Companhia das Letrinhas.

Bom final de semana e aproveite para fazer sua máscara e participar da promoção: http://www.orangotangoloja.com.br/blog/?p=1957 .

09 fev

IMPRESSÕES DA ÁFRICA

Sou uma apaixonada pela África.

As milhares de estampas, os bordados, as roupas e tecidos, a riqueza cultural e principalmente o sorriso. 

Como é que se faz para sorrir no meio da confusão de tantas tristezas e tragédias?

Separei aqui, um vídeo que reflete toda esta alegria. Não deixe de assistir!

É assim que se faz.

08 fev

EU "ATIRAVA" O PAU NO GATO

Ontem recebi um email com um texto que adorei. Acho que essa onda de correção política já passou dos limites.

Hoje em dia não pode mais nada. Aquelas histórias que aprendemos em nossa infância, não podem ser mais contadas.

O texto, assinado por Roberto Rabat Chame, diz o seguinte:

“Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto. Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais O cravo brigou com a rosa. A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o cravo – o homem – e a rosa – a mulher – estimula a violência entre os casais. Na nova letra “o cravo encontrou a rosa/ debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada”. Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha. Será que esses doidos sabem que O cravo brigou com a rosa faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro? É Villa Lobos, cacete!

Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê. Na versão da minha infância o negócio era o seguinte: Samba Lelê tá doente/ Tá com a cabeça quebrada/ Samba Lelê precisava/ É de umas boas palmadas. A palmada na bunda está proibida. Incita a violência contra a menina Lelê. A tia do maternal agora ensina assim: Samba Lelê tá doente/ Com uma febre malvada/Assim que a febre passar/ A Lelê vai estudar. Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pra febre não passar nunca. Os amigos sabem de quem é Samba Lelê? Villa Lobos de novo. Podiam até registrar a parceria. Ficaria assim: Samba Lelê, de Heitor Villa Lobos e Tia Nilda do Jardim Escola Criança Feliz.

Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichinhos. Quem entra na roda dança, nos dias atuais, não pode mais ter sete namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina fácil. Ninguém mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não despertar na garotada o sentido da desigualdade social entre os homens.”

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