31 jan

ACABARAM AS FÉRIAS. JÁ PARA A ESCOLA!

É hora de voltar à rotina.

Volta às aulas, adaptações (mais necessárias para os pais), rotina, material escolar, lancheira, lição de casa, etc…

Quem tem criança sabe: tudo isso vai recomeçar!

Sou defensora da criançada na escola sempre! E mesmo que sejam bem pequenas. Acho o ambiente escolar saudável e necessário. Conviver com outras crianças, aprender a dividir, criar coisas novas, brincar, brincar e brincar.

Mas confesso que voltar às aulas é um momento curioso: depois de passar alguns meses bem grudados na nossa cria, inventando programações de férias, hummmm,  é hora de desgrudar.

Ensinar a caminhar sozinha. Dar liberdade e independência. Eles precisam disso. Se adaptam facilmente a novas situações e a ambientes desconhecidos. Observam as outras crianças e agem por imitação. Depois de algumas horas, estão completamente familiarizados.

Fazemos igualzinho aos bichos. Reconhecemos a nossa espécie e repetimos o que enxergamos no outro. E assim nos encaixamos nos grupos.

Nina anda falando muito da escola. Comenta dos brinquedos, fala de cada amigo. Está com saudades de tudo isso!

Separei aqui um link com dicas de lachinhos saudáveis para escola dos pequenos. Dá uma olhada!

28 jan

A ETERNA MUSA DO VERÃO

Debaixo de um sol de 33 graus e morando perto do mar, elegi minha musa do verão.

Ela é dona de uma sensualidade ingênua, corpo desenhado e lábios carnudos. Ícone de moda, popularizou o biquíni, hotpants, maiôs, camisetinhas. Virou a bombshell européia dos anos 60.

Brigitte Bardot foi descoberta por Roger Vadim em “E Deus Criou a Mulher”, em 1956. O cenário era Saint-Tropez. A linda e tranquila aldeia de pescadores, com praia selvagens, reduto de artistas e intelectuais, nunca mais seria a mesma. Surgia aí, a sex symbol “BB”.

Durante sua carreira no show bussiness, Bardot estrelou 48 filmes e também gravou 80 músicas. Mas ela se aposentou em 1973, pouco antes de seu aniversário de 40 anos. De lá pra cá, se dedica a campanhas pelos direitos dos animais.

26 jan

PIRATAS TENTAM INVADIR PARATY…

Mas calma, isso foi há muito tempo.

Aqui em Paraty, estamos descobrindo todo dia uma programação nova. Tem muita coisa para a gente conhecer.

O forte da cidade fica bem pertinho da nossa casa e a gente deu uma passada lá para conhecer. É um passeio bem bonito.

Por uma trilha no meio do mato chegamos até ele. Um belo platô aparece e lá está o forte. Foi construído em 1703. Bem conservado e possui belíssima vista para a baía de Paraty. Espalhados pelo jardim, há oito canhões de diferentes calibres e enormes tachos de ferro onde se cozinhava óleo de baleia, utilizado para construção e iluminação.

A Casa da Pólvora é uma construção à parte, medindo aproximadamente nove metros quadrados e era o local onde ficava armazenada a pólvora. Para não explodir, caso fosse atingida por balas de canhões inimigos, suas paredes possuem quase um metro de espessura, além de estar cercada por alto muro com meio metro de espessura.

No local onde era a cadeia do forte e o alojamento dos soldados está hoje o Centro de Artes e Tradições Populares  de Paraty, um museu com exposição permanente de artesanato caíçara, que procura mostrar aspectos importantes da vida do paratiense.

Se estiver por aqui, não deixe de conhecer!

24 jan

VOCÊ CONHECE AS KOKESHIS?

As kokeshis são bonequinhas de madeira muito comuns no Japão. Yumi é uma kokeshi personagem principal do livro infantil que leva seu nome.

Nele, você acompanha e participa de um dia da vida da Yumi: a ajuda a combinar o quimono com o leque; encontra a sua melhor amiga, Sakumi, participa de uma festa à fantasia com todas as bonecas e muito mais. Através das kokeshis – com seus quimonos, leques e penteados de cabelo – as crianças são convidadas a conhecer palavras e costumes do Japão.

A francesa Annelore Parot, autora do livro, é mesmo uma apaixonada pelo oriente. Além de “Yumi”, você também não pode deixar de conhecer “Quimonos”.

“Quimonos” é igualmente belo e minimalista. Buracos nas páginas escondem fantasias; abas revelam o interior das casas; e recortes especiais sugerem algumas atividades, como encontrar as joaninhas que fugiram e descobrir qual a yukata — espécie de quimono levinho que se usa após o banho — de cada kokeshi.

Nota: estes dois livros  ficam na sessão infantil das livrarias, mas é impossível resistir.

Companhia das Letrinhas.

21 jan

NO IPOD DA ORANGOTANGO TEM… KIMYA DAWSON

Ficou conhecida mesmo do grande público com canções para a trilha do filme Juno. Mas Dawson já circula pelo mundo da música há algum tempo, na banda indie  The Moldy Peaches.

Talvez inspirada pela sua pequena filha, ela lançou em 2008 o álbum infantil “Alphabutt”. Não é tão diferente do que ela normalmente faz. Só que agora, ao invés de nos embalar com canções sobre relacionamentos  conturbados de adultos, ela canta sobre animais e bebês monstrinhos.

Acho que o mais bacana é que ela não pretende ser educativa ou sequer correta – pelo menos dentro dos clichês habituais. Dawson grava música para – e com – crianças, fora do universo Nickelodeon. São histórias como a de um tigre que vive na gaveta da roupa, ou de um alfabeto formado por puns.

Um disco divertido para todas as idades e um alívio para os pais cansados do “Bob Esponja”.

 

20 jan

ELE MORA EM CIMA DE UMA ÁRVORE

Quem nunca sonhou em morar em uma casa na árvore?

Que incrível seria sair correndo pelo quintal, subir numa árvore e entrar em casa!

O arquiteto e ex-diretor do Greenpeace, Peter Bahouth, e sua esposa, Ivey, não deixaram por menos: seguiram seus sonhos de criança e, já bem crescidinhos, colocaram em prática uma velha vontade. Construíram a tal casa na árvore.

Num terreno de quase 3.000 m² em Atlanta/EUA, começaram o planejamento. A coisa toda demorou seis meses para planejar e seis semanas para construir. A casa é, em sua maioria, feita de madeira e janelas de demolição, peças que haviam sido jogado fora ou compradas em lojas de antiguidades.

O resultado? O lugar perfeito para longos cochilos e muita tranquilidade. E a cama ainda fica num platô com vista para um riacho!

19 jan

COMO NASCEM OS PATA PATAS

Você já deve ter ouvido falar em Pata Pata. A canção, que ficou famosa na voz da sul-africana Mirim Makeba,  grande ativista pelos direitos humanos e contra o apartheid, me inspirou.

Em homenagem a ela, batizei na Orangotango, um vestido. O Pata Pata lembra os vestidos e batas africanas, com babados e acabamentos manuais. Ele também passa pelo processo da estampa única.

São técnicas africanas e indianas de estamparias manuais.

Ele nasce assim:

Numa mistura dos processos de tingimentos, entre tritiks, leherias e batiks, os tecidos na cor cru vão ganhando cor e textura. São amarrações, dobraduras, alinhavos que, depois de mergulhados nas tinas de cor, viram desenhos nos tecidos, como num passe de mágica.

Depois, o Pata Pata vai para o corte da sua modelagem. Todos aqueles pequenos pedaços de tecido vão para a costura e dão torma tridimensional ao vestido.

Hora dos acabamentos. Mais um processo manual, Cada peça começa a ser crochetada. Sua pala e biquinhos ao redor das barras vão aparecendo.

Pronto, nasceu o Pata Pata!

17 jan

CISNE NEGRO VEM AÍ!

   

Já está na minha lista de favoritos!

O novo filme de Darren Aronofsky, “Cisne Negro” (“Black Swan”), é um thriller psicológico sombrio. O delírio se mistura ao suspense, estampado no rosto de Natalie Portman.

A linda Portman interpreta Nina, uma bailarina perfeccionista e retraída que finalmente ganha a chance de ser protagonista na grande companhia de dança de que faz parte. O diretor (Vincent Cassel) considera-a perfeita para o papel do Cisne Branco em O Lago dos Cisnes, mas ela é doce demais e incapaz de mostrar sensualidade e energia para fazer o Cisne Negro. Os ensaios mostram-se estressantes, com Nina sendo pressionada pela mãe dominadora, pelo diretor, pela inveja das outras bailarinas e por sua própria transformação. Seu lado negro aflora pouco a pouco, num processo alucinógeno.

 

Winona Ryder (que bom, ela está de volta!) e Barbara Hershey também estão no elenco.

Estréia por aqui em 11 de fevereiro. Imperdível.

14 jan

ESSE BICHO EXISTE?

Que tal experimentar não separar ficção de realidade?

É isso que propõe Arthur Nestrovski , em “Bichos que existem & bichos que não existem”. No livro, o imáginário vem correndo na frente do mundo real.

Numa página aparece o tatu bola, na outra o abominável mostro das neves, na seguinte nos apresenta a traça. Recria mitos universais, da Grécia antiga ao folclore brasileiro. A linguagem passa longe dos clichês que estamos acostumados a encontrar na literatura infanto-juvenil. Na verdade, parece mais poesia disfarçada de prosa.

O mundo está cheio de bichos que existem e bichos que não existem. Tem bicho que existe e a gente não acredita. Tem outros que a gente não acredita que existam. No final das contas, não há tanta diferença entre um bicho que existe e um bicho que não existe. Todos os bichos existem- nas palavras dos livros e na cabeça da gente…

 As ilustrações são de Maria Eugênia, super coloridas, elas materializam lindamente toda esta fantasia.

O livro é vencedor do Prêmio Jabuti 2003 em duas categorias – Livro do Ano/Ficção e Melhor Livro Inafntil ou Juvenil. Não deixe de conhecer!

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