29 out

NESSE FERIADO, VÁ PARA A CLÍNICA

Clinic é uma banda inglesa, de Liverpool. Faz um rock experimental e acaba de lançar Bubblegum, álbum que traz como grande novidade a suavidade.

Sim, eles ainda usam as tradicionais máscaras, mas agora embalam seu som com um suspiro de cordas, um vocal bem mais calmo e menos tensão. Dá para perceber isso no vídeo delicado, mágico e psicodélico “I’m Aware”. É uma graça.

Bom feriado!

27 out

BIKES NAS PASSARELAS

Mulheres mundo afora fazem poses em suas magrelas para as lentes dos fotógrafos. É isso mesmo: a combinação mulher e bicicleta é moda e movimenta negócios.

   

Outro dia, lendo uma matéria do The New York Times, fiquei me perguntando por que aqui é tão diferente. O artigo falava da tendência mundial da tal  bicicleta – cada vez mais nossa aliada das grandes cidades. É um mercado em alta, em que blogs especializados como Bicycle Catwwalk ou Cicle Chic vivem capturando o visual delas. As ciclistas já são parte de um movimento. Tudo começou em 2006, quando o fotógrafo Mikael Colville-Andersen criou o blog Copenhagen Cycle Chic, promovendo o uso de bicicletas como meio de transporte nas cidades.

E as lojas então? Experimente entrar em lojas especializadas como a Adeline Adeline. Vende bicicletas, cestos, capacetes, campainhas, cadeirinhas para levar seus filhos ou cães.  É uma tentação!!! Dá vontade de comprar tudo.

Ups! É isso, Nova York tem 320 km de ciclovias e está cada vez mais adaptada às bicicletas. Londres, já citei por aqui, lançou este ano um projeto que prevê mais 12 novas ciclovias até 2015.

 Como diria uma amiga minha que agora vive em Londres: “Nossa, aqui tenho a sensação de estar em 2010!”. Foi um pouco esta sensação que tive quando terminei de ler matéria com tanto estilo, charme, bikes. Acho que, no Brasil, ainda estamos longe de 2010.

   

25 out

BANKSY BRINCA DE ESCONDE- ESCONDE

Um dos nomes mais subversivos da arte contemporânea, Banksy gosta mesmo é de brincar de esconde- esconde.

É o mistério em pessoa. Sua identidade nunca foi revelada, não constuma aparecer em público (e quando o faz aparece sempre com o rosto escondido e voz auterada) e só se comunica através de porta-vozes.

Agora o grafiteiro apronta mais uma. No documentário “Exit Through the Gift Shop”, filme que está na programação da Mostra Internacional de São Paulo,  faz uma crítica à arte, ao consumismo, à mídia, com desenvoltura e bom humor, assim como suas obras.

A idéia inicial era de que ele fosse o tema do filme, mas tudo muda quando seu documentarista, o francês Thierry Guetta, se revelou “muito mais interessante”.

Guetta é um ex-vendedor de roupas radicado em Los Angeles, que tinha uma compulsão por filmar tudo, sem muita inteligência – era quase um retardo mental. A vida ganhou um foco quando Guetta resolveu acompanhar grafiteiros, documentando tudo.

“E ele tinha todo esse material sobre “street art” e coisas que nunca mais seriam feitas.” Foi aí que Banksy decidiu tomar o projeto para si. Transformou o material gravado pelo então amigo em um filme sobre a arte de rua.

Mas o melhor de tudo ainda está por vir. Guetta, enlouquecido pelo mundo da fama, larga a câmera e inspirado pelos artistas que seguia, decidiu que ele mesmo poderia ser uma celebridade do mundo da “street art”.

Daí pra frente, é pura loucura. Bom demais!

O filme questiona o que é a arte moderna. Mostra como é fácil se tornar hype, fazendo a coisa certa, e criar um discurso de modernidade a partir do vazio.

E para continuar brincando de esconde- esconde, Bansky confunde tudo ainda mais. Em um e-mail enviado ao “New York Times”, o grafiteiro responde não saber por que tantas pessoas foram levadas a pensar que o filme é falso. “É uma história verdadeira, com imagens reais. Eu nunca poderia ter escrito um roteiro tão engraçado.”

“Exit Through the Gift Shop” na Mostra de São Paulo.
Belas Artes 2, 26/10 (terça), 19h50 e

Espaço Unibanco 3, 29/10 (sexta), 19h50, sessão 763

21 out

O QUE AS CRIANÇAS ACHARAM DO NATURA?

Nunca me conformei com a falta de programação infantil que a cidade de São Paulo nos oferece. Só tendo crianças mesmo para saber.

 Quem tem filhos de 2 a 5 anos de idade sabe bem do que estou falando. Contente-se com um parque ou uma praça, é isso que está reservado a você. Aqui no blog já comentei esta minha indignação, ou invejei projetos como o SónarKids, programação infantil dentro do famoso festival para gente grande, Sónar.

 Neste último final de semana rolou em São Paulo o Natura Nós, um festival que tinha um dia exclusivamente dedicado à criançada.

Não moramos mais em São Paulo. Pedi então para uma amiga de longa data, Magda, que foi com o seu filho, Antônio, de 5 anos, contar como foi tudo por lá. Aí vai o relato dela:

 “Chegamos às 12h30, no show Pequeno Cidadão. O Antônio tem um amigo de escola que toca na banda. Nem preciso dizer o quanto ele curtiu. Reconhece as músicas e se diverte.

O show é bem legal mesmo. No palco, referências circenses, bonecos de papelão, letras divertidas e, para mim, uma integrante especial. A filha do Edgard Scandurra é um show à parte. É difícil tirar os olhos dela. Dança bem, faz charme para o pai (que baba o tempo todo). Sem exageros, ela é uma graça!

Depois, veio o Palavra Cantada. O show é sempre bem parecido, já vimos outros. A banda reclama do som, para a platéia o som estava ok.

Entra no palco o aguardado Pato Fu com sua Música de Brinquedo, e faz o show de lançamento do seu décimo disco. O show é bem bonitinho. O melhor de tudo é que os instrumentos de brinquedo dão mesmo conta do recado. Achei o show meio corporativo, não precisava. Rolaram coisas do tipo: “… esta música foi um tema da novela…., ou então um ursinho que fala coisas do tipo: “comprem na loja do Pato Fu”. Não precisava!

Sobe então ao palco Adriana Calcanhoto com seu projeto Adriana Partimpim. Pausa para o lanche.

Comidinhas legais:  veggieburguer, hotdog, pizza orgânica, sucos naturais, frutas orgânicas cortadinhas – tudo sem filas e com muito staff.

Achei tudo bem organizado. Carrinhos com água fresca no meio da galera, muita água. Pulseira de identificação para pais e crianças, filtro solar adulto e infantil de graça, banheiros químicos – mas sempre bem limpos.

Ah, tinha também muita atividade para os pequenos: oficinas debaixo de tendas enormes e fresquinhas.

Lotou. As  crianças amaram. Antônio construiu um móbile, uma barbatana de tubarão e um super avião. Não queria ir embora.”

(Valeu Mag! Sempre que puder mande novidades.)

19 out

"TIE-DYE": EU NASCE HÁ 1.000 ANOS ATRÁS

Aposto com você que quando falo em pigmentos, tinturaria, técnicas ancestrais de estamparia, a palavra que vem logo à sua cabeça é ” tie- dye”, certo?

Comigo acontecia a mesma coisa. Mas não é bem assim.

Quando entrei de cabeça no mundo dos tecidos, tintas, dobras, costuras e amarras, descobri que não era justo generalizar, desprezando assim tantos anos e tentativas de acertos e erros de nossos antepassados.

Explico: o que conhecemos como “tie-dye” (amarrar e tingir) ficou muito popular nos anos 60 com o movimento hippie. Sem regras e com muitas opções de misturar cores e produzir com as próprias mãos desenhos lisérgicos.

Mas você pode se surpreender ao saber que a história do “tie dye” realmente começou muito antes dos defensores do livre amor ou de Woodstock. As primeiras referências ao “tie dye” têm registros históricos no antigo Japão e China.

Na China, foram usados de 618 a 906, durante a dinastia Tang. No Japão, a técnica foi usada durante o período Nara, de 552-794. Os corantes eram extraídos de flores, frutos, raízes e folhas.

Por volta do século 15, um estilo de tie dye conhecido como Tsujigahana (traduzido como “flores na passagem”) tornou-se moda. Este processo utilizou a dobras e costuras para delinear  e reservar as partes do tecido a ser tingido,  permitindo a separação das cores.

Enfim, o tie-dye começou muito antes dos hippies. Estes só se apropriaram dele.

15 out

VELEJAR É A MELHOR COISA DO MUNDO

Sabe o que é experimentar uma sensação completamente nova?Isso aconteceu esta semana.

Desde que nos mudamos aqui para Paraty, comecei a fazer aula de vela. Sim, me aventurar pelo mar na linda e calma baía de Paraty.

Já tinha feito algumas aulas, mas confesso que esta quarta parecia diferente. Uma tarde ensolarada com muito vento. Hummmm! Perfeito para velejar.

Depois de montar as velas, lá fomos nós dentro do barco. O vento soprava forte. Com as condições favoráveis, o professor autorizou uma ida um pouco mais longe: “vamos passar atrás daquela ilha, e lá vai dar para sentir um pouquinho da sensação de velejar em alto mar. Aquela é a última ilha da baía de Paraty.”

Daí para frente começa aquela sensação nova que mencionei no começo do texto.

É alucinante. As ondas aumentaram, o vento soprava forte, o barco inclinava e deslizava nas ondas, surfando mesmo! Lindo! Uma mistura de medo com uma vontade enorme de controlar o pequeno barquinho naquilo tudo. Adrenalina mesmo. Um presente!

“Vamos voltar”, disse o professor. E de novo um momento de atenção. Era a hora de começar a fazer uma curva (como a gente faz?! será que é assim?!) para retornar no sentido de Paraty. Na minha inexperiente manobra, o barco quase chega a parar. Ui! Será que está certo? Ele corrige os movimentos e começamos a voltar.

Uau, agora o barquinho vai voar! O vento está  à favor. Voltamos bem rápido, surfando nas ondas. lado do barco chega a sair da água.

Fim da aula. Até a próxima quarta.

(fiquei pensando: como eu poderia passar pela vida sem ter provado aquela sensação? E como vivi 33 anos sem provar isso?)

14 out

NO IPOD DA ORANGOTANGO TEM… DIRTY THREE

Se tem uma banda que não sai do meu Ipod e da minha cabeça, é o Dirty Three.

Os caras são demais. Um trio instrumental composto por Warren Ellis (violino), Mick Turner (guitarra) e Jim White (bateria). Tocam um som com a energia do rock e elementos de música clássica, jazz, blues e folk. Desta mistura nasce um som próprio, experimental, estridente. Vale a pena!

Para apaixonados por Nick Cave, como eu, mais um detalhe: Warren Ellis ainda faz parte da banda de Nick Cave, The Bad Seeds.

Não resisti e separei aqui dois vídeos. Um só da banda e outro com a participação especial de Chan Marshall (a querida Cat Power).

Apaixonante…

12 out

O MELHOR PRESENTE DO DIA DAS CRIANÇAS

Tinha pensado num outro post para comemorar o Dia das Crianças. Mas aí chegou em casa a última edição da Revista N. Magazine e mudei de idéia.

O papai da Nina foi convidado a escrever nesta edição sobre as impressões de um pai de primeira viagem. O texto ficou uma declaração de amor à Nina, e acho que não deve existir presente mais lindo de Dia das Crianças.

Divido o texto aqui com vocês. Aí vai:

A farra de ser pai

Você pode ler livros à vontade, assistir a programas de TV ou receber todos os conselhos possíveis. Mas nada – nada mesmo – pode te preparar para ser pai. Não há escola capaz de antecipar o que é isso. E se você prestar atenção no que as algumas pessoas falam sobre paternidade, aí mesmo é que você não vai querer ter filhos. Veja só algumas “verdades” que ouvi sobre o assunto:

“Aproveita enquanto você não tem filhos, porque depois é só trabalho!”

“Filho? E a sua liberdade?”

“Depois que a criança nasce, você não tem mais sossego!”

“Acabou a farra!”

Curioso: enquanto alguns vêem a paternidade como o fim de um ciclo – o término da fase de liberdade e despreocupação – eu a vejo como o início de outro, muito mais interessante e intenso.

Minha vida só ficou mais “livre”, “sossegada” e “cheia de farra” depois que a Nina nasceu. Exatamente o oposto do que tinham me falado. Eu não consigo ter um pingo de saudades da minha vida pré-Nina.

Se antes eu chegava em casa às 7 da manhã e dormia a tarde toda, hoje eu torço para dar 7 da manhã para ela bater na nossa porta e nos acordar. Quero passar a manhã toda andando de bicicleta ou batendo perna com ela.

É até clichê dizer isso, mas uma coisa que filhos fazem é tornar cada momento especial. Nós não precisamos pensar em grandes passeios ou viagens elaboradas; uma simples ida à padaria pode ser um programão. Ficar em casa virou um programão. Não fazer nada virou um programão – contanto que seja ao lado dela.

Sou um pai tardio. A Nina nasceu e eu já tinha 40 anos. Se, por um lado, demorei a aproveitar a paternidade, por outro foi a melhor coisa que me aconteceu. Se eu tivesse sido pai aos 20, teria sido uma porcaria de pai. Acho que tudo tem seu tempo. Isso não quer dizer que ninguém pode ter filhos aos 20 anos. Só estou dizendo que, no meu caso, acredito que a maturidade me tornou um pai melhor.

Curiosamente, a melhor frase sobre a paternidade eu ouvi numa entrevista. E não foi numa entrevista de algum especialista ou doutor. Foi de Johnny Depp. Sim, o ator Johnny Depp, amigo de Hunter Thompson e Keith Richards. “Quando você se torna pai, é como se alguém tirasse um véu que cobria a sua cabeça. De repente você vê tudo com clareza, e percebe que é para isso que estamos aqui”, disse Depp. Concordo.

06 out

VEM AÍ A LOJA DA ORANGOTANGO

Quando comecei a pensar em fazer coisas para crianças, não imaginei a proporção que isso iria tomar. Era só uma vontade de fazer algumas peças para a decoração do quarto da Nina. Depois, comecei perceber que também faltavam outras coisas no mercado infantil: alguns bichinhos, algumas roupas, etc.

Com o blog e mais próxima de mães como eu, senti que essa vontade por coisas especiais e diferentes não era só minha. Outras pessoas que se identificavam comigo também poderiam gostar. Por que não uma loja para vender tudo isso?

Desenhei e produzi então uma coleção composta por peças de roupas especiais, jogos de quarto com opções de cores e estampas, bichos em tecidos, e muito mais. Desenvolvi etiquetas, tags, embalagens e tudo mais para uma loja de verdade. Nasceu a Orangotango  –uma  loja especializada em crianças de zero a 4 anos.

Está tudo ficando pronto e já, já, vou poder dividir com você.

Aqui vai uma prévia de um look da coleção, que deve estar no ar daqui a 30 dias.

05 out

BJORK FAZ MÚSICA PARA DUENDES

 Mumin é criação da finlandesa Tove Janssson (1914-2001). Os Mumins são adoráveis seres mitológicos que fizeram grande sucesso na distante Finlândia dos anos 50, quando publicados em tiras de jornais. Tornaram- se talvez, os personagens infantis mais famosos da Escandinávia.

A simpática criatura de traços simples, toda branca, sem boca e  de enormes olhos, é marcante pela imaginação desvairada. Vivem aventuras típicas da imaginação infantil, em que não importam leis do mundo real, mas sim a viagem.

Viraram cult em décadas passadas, quando foram traduzidos para o inglês. 

Hoje, viraram estrelas de filme, com trilha sonora de Bjork. O longa “Moomins and the Comet Chase” (Mumins e a perseguição do cometa, em tradução livre), estreou em agosto na Finlândia. Por aqui, ainda não tem data para chegar.

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