31 ago

O PIQUENIQUE MAIS MISTERIOSO DO MUNDO

Na lista dos meus filmes favoritos está o estranho “Picnic at Hanging Rock” (Piquenique na Montanha Misteriosa).

O filme é um profundo sonho ou grande delírio, filmado por Peter Weir em 1975. Passado em 1900, conta a história do desaparecimento de um grupo de lindas estudantes do aristocrático Appleyard College, colégio vitoriano australiano para moças. As alunas, acompanhadas de uma professora, somem misteriosamente durante um passeio à montanha de Hanging Rock.  Weir preferiu não explicar o desaparecimento, embora tenha dedicado boa parte do filme às buscas pelas garotas. Tudo está embalado numa delicada atmosfera de transe. E é exatamente isso que é apaixonante. 

As imagens editadas em câmera lenta, a fotografia  e a música, com  canções  à base de flautas, só ajudam o espectador a perder a noção de tempo. Assim como no filme, onde as meninas observam que os relógios de todo mundo pararam de funcionar ao mesmo tempo, ao meio-dia.

Quem gostou de “Virgens Suicídas” de Sofia Coppola, vai descobrir onde ela se inspirou. E pra quem gosta de Stella Mccartney (como eu), vai entender onde ela vai buscar suas referências.

O que aconteceu com as meninas do filme? Não sabemos. Desafie sua imaginação.

23 ago

QUAL O BRINQUEDO PREDILETO DO SEU FILHO?

                   

Resolvi fazer este post em homenagem ao brinquedo que a Nina mais ama: o balanço.

As crianças gostam de coisas simples mesmo. Como pode um balanço causar tanta emoção? Nina não pode ver um pela frente que logo sai correndo, senta na cadeirinha e pede para ser empurrada. E lá fica. Se deixar, por horas. Sempre pedindo para balançar cada vez mais alto.

Medo de altura? Não, ela não tem medo. Quanto mais alto, mais ela gosta, e dá sorrisos enormes. Curte o vento que bagunça seus cabelos, curte a sensação de ficar cada vez mais  longe do chão.

Que mágica será esta que o balanço tem?

Mas nem só a Nina ou nem só as crianças se encantam com o tal brinquedo. Gente grande também. Keiko Maeo é artista gráfica e autora de livros infantis. Lançou Balanço, livro que em uma delicada linguagem oriental, um menino observa o anoitecer num balanço. O livro é todo na vertical, o que dá ao leitor a sensação de balançar junto com o garoto à medida que cada página é virada. Um delicioso poema para a deliciosa brincadeira de balançar.

É claro que comprei o Balanço (livro) para a Nina e pensamos seriamente em colocar um balanço (de verdade) aqui em nosso quintal.

editora: Cosac Naify

20 ago

GASTRONOMIA PARA CRIANÇAS

Se os chefs estão na moda e crianças também, então misture estes dois ingredientes e veja o que dá.

Foi isso que fez Denise Haendchen, formada em nutrição e especializada em gastronomia. Depois da experiência de ter duas filhas, começou a cozinhar com crianças. “Percebi como é  importante ensinar a criança a se alimentar de forma saudável desde pequena e apresentar a ela o mundo riquíssimo da gastronomia de uma forma lúdica e divertida”.

Denise criou a Mini Gourmet, em São Paulo, onde promove oficinas culinárias. Vai com as crianças para a cozinha e prepara deliciosas “comidinhas nutritivas”.

Você pode increver seus filhos entrando em contato com ela:

Mini Gourmet

Para crianças de 3 a 10 anos.

contato: denisehaendchen@hotmail.com

18 ago

BOLSA VERDE ESTÁ NA MODA

A cada dia que passa, conhecemos um pouco mais sobe nossa nova cidade e tudo que acontece por aqui.

Durante a Flip, conheci a AssociaçãoTangará Mirim. Uma organização sem fins lucrativos e com finalidades sócio-ambientais aqui de Paraty, que atua no reflorestamento, agroecologia, dignóstico ambiental dos rios, tratamento do lixo e sacolas retornáveis. Pela primeira vez, o lixo da Flip foi separado e em boa parte destinado corretamente por iniciativa da Tangará Mirim.

Comprei deles, e ando usando muito, uma “Bolsa Verde”, para evitar o uso das tão poluidoras sacolas plásticas de supermercado.

Você já comprou a sua “Bolsa Verde”?

Dá uma olhada na minha:

17 ago

FIM DE SEMANA NA CIDADE MARAVILHOSA

Sabe por que é demais morar em Paraty?

Além de ser uma linda cidade, com belas ilhas e praias, cachoeiras e montanhas bem perto e toda a qualidade de vida que procuramos, Paraty ainda tem a vantagem de ficar no meio do caminho entre Rio e São Paulo. Dá para aproveitar o melhor de cada cidade e voltar para a nossa eleita.

Este final de semana, pegamos a estrada e fomos até o Rio curtir a cidade com a Ninoca. O tempo não estava lá estas coisas, não rolou praia, mas mesmo assim fizemos muita coisa legal. Separei aqui algumas dicas para quem quer aproveitar bons lugares, boas comidinhas e muita diversão, sem programas pra turista.

Você conhece o Parque Guinle?  É um pequeno parque situado no bairro das Laranjeiras, rodeado por um conjunto de edifícios projetado pelo arquiteto modernista Lúcio Costa e com jardins refeitos por Burle Max. Um cantinho do paraíso no meio da cidade. O parque conta com uma área para crianças com lago, gangorras e balanços. Tudo muito bem cuidado.

Jantar no restaurante Gula Gula  Ipanema – Uma rede carioca, este de Ipanema fica num belo casarão dos anos 40. Ótimo para jantar com crianças ao ar livre. Tem um cardápio com comidinhas leves, área ao ar livre, cadeirão. Ótima dica para ir com crianças.

Livraria da Travessa Ipanema – A Travessa de Ipanema tem um espaço infantil maravilhoso. Muito livro bacana para os pequenos. E eles ainda podem pegar os seus preferidos e sentar numa pequena mesinha para dar uma olhada nas historinhas. Fica sempre cheio pais e principalmente de crianças. Difícil é tirá-las de lá!

Rotisseria Sírio-Libanesa – Que tal um almoço num restaurante árabe bem tradicional no Largo do Machado? Lotado de tradicionais freqüentadores na hora do almoço, é uma confusão organizada e um barulho constante. Bom para crianças, já que, se rolar alguma choradeira, vai passar desapercebido no meio da bagunça. E o melhor de tudo: a comida é maravilhosa. Recomendo as esfirras (com uma massa deliciosa), o arroz com lentilha, húmus, quibe cru (não como, mas faz sucesso) e, em homenagem aos cariocas, peça o mate da casa. Hummmm…

Maracanã – É indescritível a sensação de entrar neste estádio. Quem já entrou sabe do que eu estou falando. Fomos ao Maracanã com a Nina assistir Fluminense (time do coração aqui em casa) contra o Internacional. O Maracanã estava lindo, eram mais de 50 mil pessoas e um único espetáculo. Uma tarde de domingo, estádio cheio, muitas famílias, muitas crianças. Nina parecia hipnotizada, e nós também.

 

12 ago

NINA ENCONTRA KLINK, E NÃO É O AMYR…

Quem quer passar as férias na Antártica?

Para as três irmãs Laura, Tamara e Marina, isso não é tão estranho assim. Nasceram numa família que gosta de viajar de barco. Elas são filhas do famoso navegador Amyr Klink e da fotógrafa Marina.

Depois de muito observar o pai partindo em aventuras pelos mares e só ficar na areia da praia dando tchau, elas agora partem também para expedições em família. Esta viagem virou um livro, lançado na Flipinha.

Em “Férias na Antártica”, as meninas contam suas experiências de viagens num continente bem diferente: sem dono, sem bandeira e sem hino. Encontram com animais pouco comuns em terra firme, como pingüins, focas e baleias.

Compramos o livro e até pegamos autógrafos das meninas. Admiramos muito o pai delas, um cara que tem tudo a ver com a cidade em que escolhemos morar. Nina pode não entender direito agora, mas no futuro vai gostar dos autógrafos!

Nina esperou paciente na fila dos autógrafos e posou para uma foto com as autoras, três lindas meninas.  Recomendo o livro que, além de ótimas fotos, relata uma viagem inesquecível.

11 ago

ACONTECEU NA FLIPINHA

Domingo terminou a Flipinha, evento dedicado aos pequenos e que acontece paralelamente  à Flip. A Flipinha hoje reúne mais de seis mil alunos e 600 educadores, abrangendo 90% de toda a rede escolar pública da cidade, zona rural e costeira. Ponto para Paraty.

 Pelo evento passaram escritores e ilustradores, oficinas e apresentações de escolas da cidade (até a Nina, junto à sua nova turma da escola, subiu ao palco e dançou).

Este ano,  Flip e Flipinha homenagearam o sociólogo Gilberto Freyre. Espalhados pela praça da cidade, bonecos em papier mache reviviam os personagens de sua obra. Era impossível não parar para olhar.

Mas foi nesta mesma praça que, para mim, fica a cena mais bonita desta Flipinha:  nas árvores da praça foram pendurados milhares de livros. A cena era simples e bonita. Não resistindo à tentação, Nina sentou embaixo de uma delas e pegou um livro para folhear.

O difícil foi tirá-la de lá.

08 ago

CIDADE NOVA, VIDA NOVA

É isso aí, estou de volta. Mudamos finalmente.

Desapareci um pouquinho daqui nesses dias, eu sei. Precisei desta última semana para colocar a vida em ordem.  Já falei por aqui de nossa mudança de cidade, não?! Paraty é demais. Agora sim!

Algumas mudanças aconteceram e ainda acontecem de dez dias para cá.

Nina já começou escola nova. Parece adorar este novo ambiente, tem novos amigos, e logo nos dá um tchauzinho quando a deixamos na porta da sala de aula.

Sinto que estamos mudando nosso ritmo de vida, aprendendo a reprogramar nosso tempo.  Ainda o calculamos, automaticamente, com base na vida que levávamos em São Paulo.  Esquecemos que as distâncias por aqui são outras, e que o tempo parece passar numa velocidade diferente.

Também sinto uma mudança muito grande na forma com que nos locomovemos. Em dez dias em Paraty, usamos o automóvel uma única vez. Até que enfim, podemos realmente usar as nossas bikes. Por aqui ela é muito comum, um meio de transporte popular.

Mudar o figurino: a cidade pede roupas mais confortáveis, simples e gostosas. Uma mudança no armário é bem-vinda.

Ainda tem muito mais. Foi só a primeira semana.

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