08 mar

APRENDER ALGO DIFERENTE

Com tantas mudanças acontecendo, achei que era hora de colocar em prática um antigo sonho: aprender os segredos ancestrais do tingimento artesanal de tecidos. Sempre fui fascinada pelas técnicas asiáticas e africanas, mas, com a minha vida corrida, nunca tive tempo de pesquisá-las mais a fundo.

Encontrei, vasculhando blogs, um artista chamado Celso Lima, que parecia fazer exatamente o que eu queria aprender:  pesquisa e trabalho de técnicas seculares de estamparia têxtil.

Fui conhecer seu ateliê e voltei pra casa encantada. Comecei a fazer o curso.

Entrei num mundo desconhecido e novo. São técnicas indonésias, indianas, japonesas e africanas, as primeiras datadas do final do período neolítico – na África Ocidental. Tudo é muito artesanal, único e carregado de história. Cada amarração, cada movimento com as mãos para prender ou soltar o tecido, tem tanta beleza e tanta história por trás… São técnicas passadas de geração para geração, de tribo para tribo.

Com materiais simples, como tecido cru, barbante, linha, agulha, pedacinhos de madeiras e muita paciência, tudo vai sendo cuidadosamente preparado, dobrado e costurado. Parece que vai dar tudo errado… Mergulho aquele emaranhado de tecido numa bandeja de água com corante e espero secar.

No fim do processo, o resultado é deslumbrante. Mais ainda por ser totalmente artesanal e preservar centenas de anos de história.

Tingimento é um tópico à parte (volto nele depois)…

03 mar

LARGUEI O EMPREGO E VOLTEI À INFÂNCIA

Depois de trabalhar para diversas marcas no mercado de moda, fui contratada pela  Forum para desenvolver  a linha de alfaiataria e camisaria feminina. O trabalho me dava muito prazer, satisfação e orgulho. Na Forum, fiz também muitas amizades.

Tudo parecia lindo: ótimo emprego, grandes amigas e uma perspectiva animadora. Mas eu sentia que estava faltando algo. E o problema era comigo mesma. Eu realmente queria fazer outra coisa da minha vida.

Com as peças de decoração de quarto que eu estava fazendo, as pesquisas sobre o universo infantil, a imensidão de amigos formando família e a vontade de fazer alguma coisa nova, comecei a perceber que o universo que me interessava, neste momento, era mesmo o infantil.

Tive de me realizar profissionalmente para descobrir que o que eu queria mesmo era voltar à infância.

Pedi demissão. Larguei o trabalho “adulto” e resolvi  me aventurar numa nova história.

 

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